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Encontro reúne produtoras na Expoingá

11.05.2017

Cerca de 400 produtoras rurais de vários municípios da região de Maringá, participaram na terça-feira (9/5) no recinto da Expoingá, do Encontro de Mulheres que Fazem a Diferença no Agronegócio Brasileiro. A programação, com palestras proferidas por convidadas de oito estados, começou às 9h e seguiu até às 17h. A iniciativa foi da Sociedade Rural de Maringá, organizadora da feira, com apoio da cooperativa, que deslocou 50 produtoras para o evento. Na abertura, à qual compareceu, entre outras autoridades, a vice-governadora Cida Borghetti, o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, enfatizou que as produtoras precisam ir em busca do conhecimento. "Nós dizemos, na cooperativa, que ela é uma 'meeira' do seu marido e, como tal, precisa estar preparada para participar da gestão da propriedade", disse. Uma das palestrantes foi a cooperada Cecilia Mello Barros Falavigna, bicampeã de produtividade de soja nas temporadas 2014/15 e 2015/16, com propriedade em Floraí.



Outra, a empresária rural Marize Porto Costa, dona da Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), considerada a principal referência em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no país. A produtora Ivonete Razente, de Nova Esperança, foi uma das participantes. "A presença feminina é cada vez mais importante no agronegócio e estamos preparadas para os desafios", afirma. Para a presidente da Sociedade Rural, Maria Iraclézia de Araújo, "a Expoingá não é só um efeito festivo, mas também uma oportunidade para levar informação e conhecimento". O apoio primordial da cooperativa A cooperada Cecilia Falavigna fez um relato de sua saga após perder o marido, em 1997. "Eu jamais havia pensado em me dedicar à agricultura", afirmou, lembrando que na época era professora e cuidava de três filhos pequenos. Mas foi na Cocamar que ela adquiriu conhecimentos que a fizeram desistir de arrendar as terras, uma sugestão que recebia com insistência de algumas pessoas.





"Aos poucos eu fui me familiarizando às coisas do campo e também conquistando a confiança dos empregados", recorda-se. Quando se sentiu segura, tratou de aprimorar cada vez mais as tecnologias: "eu sempre acho que dá para fazer mais e melhor", cita. Além de produtora de grãos (soja e milho), Cecilia também se destaca por seu desempenho na citricultura, sempre obtendo altas produtividades. Superando um grande desafio A empresária Marize Porto Costa é dentista em Campinas, mantém a propriedade em Ipameri (GO) e tem uma história parecida com a de Cecilia. Em 2006, quando aceitou a sugestão da Embrapa e decidiu investir em integração-lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a fazenda estava completamente degradada. "Seguindo as orientações técnicas, comecei devagar e fomos evoluindo", menciona. Alguns vizinhos, segundo ela, chegaram a fazer apostas para tentar adivinhar quando ela desistiria. Com o tempo, as médias de produtividade foram subindo e, na última safra, a média da soja ficou acima de 73 sacas por hectare, enquanto a pecuária saltou de 4 para 27 arrobas de carne por hectare/ano. A fazenda Santa Brigida se tornou uma referência internacional em ILPF e a produtora, além de cultivar as suas terras, passou também a arrendar propriedades vizinhas, como forma de otimizar a sua estrutura de maquinários.