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Um pouco de tudo

29.05.2017

Com uma pequena área em Apucarana, Benedito Lavaria aposta em várias atividades para garantir uma boa renda para a família

Dos 36 hectares que Benedito José Lavaria e a esposa Irene possuem em Apucarana, 14 hectares são de mata nativa. Do que resta, o casal e o filho, José Augusto, tiveram que planejar bem as atividades, para que todos pudessem viver tranquilamente. “Se fosse só soja, já teríamos ido para a cidade. Produzir café, legumes e frutas dá trabalho. É de sol a sol e sem fim de semana. Mas, é o que nos mantém. O café dá uma renda quatro vezes maior do que a soja”, diz Benedito ressaltando que para a pequena propriedade, não tem melhor negócio.

Quase cinco hectares são ocupados com 15 mil pés de café, produzindo uma média de 40 sacas beneficiadas por hectare. “Se cuidar da lavoura, tem resposta em produtividade e rentabilidade”, ressalta José Augusto. A família já teve mais de 60 mil pés de café, mas era no sistema antigo e os gastos com mão de obra estavam tornando a atividade inviável. Aproveitaram a forte geada de 2012 para mudar.

Começaram a adequar a área para o sistema mecanizado, plantando um pouco a cada ano. O manejo foi todo mecanizado, com trator, trincha, pulverizador, carreta para distribuição de esterco, adubadeira, abanador e soprador, estrutura para tocar tranquilo 100 mil pés de café, além de um secador para 6 mil litros. Só falta a colheitadeira. “Por enquanto, temos nos virado com a derriçadeira manual”, afirma Benedito.

Antes da mecanização, conta, contratava pessoal até para o manejo diário. Hoje, só os dois dão conta, sobrando tempo para desenvolver as outras atividades. E para a colheita tem contratado metade do que antes. “Quando for possível entrar com a colheitadeira, vamos ter praticamente o mesmo trabalho que com a soja, só que com bem mais segurança, principalmente em caso de estiagem”.

A família planta ainda 24 hectares de soja, milho e trigo, sendo que 10 são arrendados. Tem uma estufa de tomate com 2 mil pés, produzindo mil caixas no ano; 2 mil pés de repolho, 2 mil pés de couve flor e 2 mil pés de pimentão, plantados a céu aberto e 500 pés de uva Niágara.

A produção de legumes e frutas é comercializada com o município e o estado, para a merenda escolar, e com o governo federal, para o “fome zero”, além de entregar nos mercados. “Se o preço for bom, dá uma boa renda em relação ao espaço que ocupam. Mas, tem que estar atento aos problemas com doenças”, complementa Benedito.