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Tempo de colheita

09.06.2017

Expectativa é de boa produtividade na região da Cocamar

Apesar de ter começado há pouco mais de um mês no Paraná, a colheita de café avança lentamente, tendo pouco mais de 5% da safra colhida até o final do mês de maio, segundo explica Robson Ferreira, coordenador técnico de Culturas Perenes da Cocamar. Nas regiões de Carlópolis, Altônia, Cianorte e municípios próximos, onde o clima é um pouco mais quente, poucas lavouras foram colhidas e o ritmo deve acelerar a partir da segunda quinzena de junho, seguindo até o início de agosto. Já nas regiões mais altas e de clima ameno, como Apucarana, Rolândia, Congoinhas e São Jerônimo da Serra, a colheita ainda não começou e deve estender-se até o final de agosto e início de setembro.

“As plantas estão com grande carga, além de um bom aspecto vegetativo, devido às chuvas que têm ocorrido”, afirma Robson. A média de produtividade nas lavouras das regiões de Altônia e Cianorte deve ficar entre 25 a 30 sacas beneficiadas por hectare. Na região de Apucarana e Rolândia, entre 30 a 33 sacas, e na de Carlópolis, 35 sacas, mantendo a média dos últimos anos.

As oscilações climáticas no ano passado fizeram com que ocorressem várias floradas, de forma que a maturação tem sido desuniforme. O normal é que ocorram em média duas floradas. Desta vez foram cinco ou mais floradas.

COLHEITA MECÂNICA - Na região de Carlópolis, cerca de 70% das lavouras já estão aptas para a colheita mecanizada e em 50% os produtores têm feito uso de colheitadeiras. Nas demais regiões, a história é outra: apenas 10 a 15% das lavouras estão preparadas para a entrada de colheitadeiras, mas os produtores já mecanizam os tratos culturais, trabalhando com a colheita de forma semimecanizada. Poucas são as propriedades que fazem uso, ainda, da máquina automotriz.

50% dos cafezais de Carlópolis, principal município produtor de café do Paraná, que fica na região atendida pela cooperativa, já são colhidos com máquinas.

Devagar, mas ágil

A colhedora mecânica avança devagar sobre a lavoura de café. A cena é curiosa para quem não está acostumado a ver uma colheita desse produto com máquina conduzida igual a um trator. Em poucos segundos, ela chacoalha os ramos, derruba os grãos e os armazena em um compartimento que, de tempos em tempos, é esvaziado em caçambas. O ritmo parece lento, mas, em uma semana, ela faz o que um grupo numeroso de trabalhadores demoraria ao menos três.

PRESTADOR DE SERVIÇO - No dia 16 de maio, como já acontece há anos, uma colhedora trazida por um prestador de serviço de Minas Gerais começou a operar na região da Cocamar, onde permanecerá durante alguns meses cumprindo roteiro previamente agendado, de propriedade em propriedade. Os trabalhos iniciaram pela Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar em Guairaçá, município vizinho a Paranavaí. São 15 mantidos com café mecanizado em todas as suas etapas, além de contar com sistema de fertirrigação.

NÚMEROS - O técnico agrícola Jeferson da Silva Barreto, responsável pela UDT, informa que a colheita abrangeu 45 mil pés, com a média de 83 sacas por hectare. Na UDT são cultivadas 75 variedades de café e essa cultura é incentivada pela Cocamar como uma opção a mais de renda para os produtores.

EM CONTA - A colhedora não sai por menos de R$ 220,00 a hora, mas contar com seus serviços significa reduzir custos de produção em, no mínimo, 20%, segundo Adenir Fernandes Volpato, o Gabarito, consultor de café da Cocamar. Por ser escassa, a mão de obra acaba ficando caro e se torna o item mais representativo nas despesas. Sem esquecer que o equipamento, ao agilizar a retirada dos grãos da lavoura, diminui os riscos de perda de qualidade dos mesmos em função de uma eventual demora na colheita, causada por mudanças do clima.

VEJA VÍDEOS DA COLHEITA
MECÂNICA DE CAFÉ
NA UDT/COCAMAR EM GUAIRAÇÁ
www.jornalcocamar.com.br

“As plantas estão com grande carga, além de um bom aspecto vegetativo, devido às chuvas que têm ocorrido”
Robson Ferreira, coordenador técnico de culturas perenes da Cocamar


Uma proveitosa
viagem ao
Triângulo Mineiro

Produtores de café e técnicos da Cocamar realizaram visita ao Triângulo Mineiro, nos dias 17 e 18 de maio. Na primeira etapa da viagem, na cidade de Três Pontas, próximo a Varginha, eles conheceram as novidades apresentadas na Expocafé, uma das mais importantes feiras do setor no país.

Acompanhado pelo engenheiro agrônomo Robson Ferreira, coordenador de culturas perenes da cooperativa, o grupo dedicou especial atenção a equipamentos para a mecanização da lavoura e também a modernos sistemas para a secagem de grãos.

No dia seguinte, a delegação visitou algumas propriedades de referência para observar as lavouras e dialogar com produtores. “O profissionalismo com que os cafeicultores dessa região conduzem as suas lavouras, chama a atenção dos visitantes”, avaliou o produtor Luiz Carlos de Faria, de Altônia. “Para nós, é um modelo a ser seguido”, citou Antonio Ailton Basso, o Tuna, cafeicultor em Nova Esperança, assinalando que uma viagem como essa “sempre acrescenta em conhecimentos”.