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Integração é solução sustentável para solo

13.06.2017

Nas últimas semanas, o governo do estado tem se empenhado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em divulgar junto aos produtores de várias regiões, o Programa Integrado de Conservação de Solos e Água (Prosolo), instituído no ano passado. Em Maringá, o evento ocorreu durante a Expoingá, no início de maio.

PRAZO - Os produtores com problemas de conservação em suas propriedades têm prazo até o dia 29 de agosto para fazer a adesão voluntária ao programa. Para isso, eles devem procurar orientação em um escritório da Emater, com prazo de um ano, a partir de agosto, para elaborar um projeto técnico, e três para a execução do mesmo.

SOLOS DEGRADADOS - Para o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, os problemas de conservação do solo são nítidos no noroeste do estado, por exemplo, onde predomina o arenito caiuá. Na maior parte dessa região, o que há são pastagens degradadas e, por causa disso, com baixa média de produtividade, entre três e quatro arrobas de carne por hectare/ano. De acordo com Lourenço, tal realidade é resultado de um longo período de extrativismo, em que os pecuaristas deixaram de fazer a necessária recomposição de nutrientes básicos. Lourenço ressalta: não é viável, a esses proprietários, fazer agora a adubação dos pastos, uma vez que isso é dispendioso e o ciclo de esgotamento relativamente rápido, demandando novos investimentos.

SISTEMAS INTEGRADOS - A única saída, segundo o dirigente, é o produtor investir em programas integrados, como os sistemas lavoura-pecuária (ILP) e o lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que possibilitam a recuperação sustentável do solo, a exploração de todo o potencial da pecuária e por agregarem novas fontes de renda, contribuindo para o equilíbrio financeiro da propriedade.

COMO FUNCIONA - A integração é um ciclo que começa com o plantio de soja sobre o pasto dessecado quimicamente. Não mexer no solo, apenas corrigi-lo, é um dos princípios da prática, dada a vulnerabilidade do mesmo. A função da soja é promover a

recuperação das características físicas e químicas do solo, além de propiciar uma opção a mais de renda. Após a colheita, faz-se a semeadura de capim braquiária, que terá duas funções: a continuidade da recuperação do solo e a produção de forragem para o gado, no inverno.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE - Com a braquiária, já nos primeiros anos, se torna possível ampliar a quantidade de unidades animais (UA) por hectare e a produtividade de carne. Com um sistema bem conduzido, a média pode chegar a 30 arrobas por hectare/ano. Na primavera, esse pasto de braquiária é dessecado para proteção do solo no verão e preparado para receber a nova safra de soja, iniciando um novo ciclo. “A soja vai financiar a pecuária”, cita, acrescentando que há mais de 60 mil hectares com sistemas integrados nas regiões atendidas pela cooperativa, no noroeste paranaense, sudoeste do Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo.

CONDUZIR BEM - Lourenço ressalta que a Cocamar possui equipe técnica especializada para prestar toda a orientação aos produtores. Ele adverte: os sistemas integrados contam com as melhores tecnologias, de fácil acesso, aprimoradas pelas mais respeitadas instituições de pesquisa, mas que o programa precisa ser bem conduzido, sob pena de os resultados não atenderem às expectativas.