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Inovações marcam o Dia de Campo de Inverno

27.06.2017

Com mais de 1,8 mil participantes, a Cocamar promoveu na última sexta-feira (23) em Floresta, na sua Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT), a edição 2017 do Dia de Campo de Inverno. Além de produtores cooperados de praticamente todas as regiões atendidas pela cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, o evento foi prestigiado por especialistas de diversas instituições e representantes de dezenas de empresas parceiras.

DESAFIO - Ao fazer sua saudação, na solenidade de abertura, o presidente da Cocamar, Divanir Higino, destacou a importância de realizações como esta, em que os produtores têm a oportunidade de incorporar novos conhecimentos e tecnologias. “Promovemos muitos eventos técnicos ao longo do ano para que nossos cooperados possam aprimorar os seus negócios”, mencionou, lembrando que há o permanente desafio do aumento da produtividade. “O Dia de Campo de Inverno, assim como a Safratec, promovida no verão, oferecem todas as informações para essa necessária evolução”, frisou.

HOMENAGEM - Ainda na abertura, foi prestado um reconhecimento a especialistas que, com sua dedicação e profissionalismo, contribuem para a realização de experimentos na UDT e na cooperativa como um todo. Pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), os homenageados foram os doutores Fabiano Rios e Marcelo Augusto Batista e o doutorando Evandro Minato; pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os doutores Gessi Ceccon, Sérgio Ricardo Silva, Alvadi Balbinot, Luis César Tavares e Arnoldo Barbosa; pelo Instituto Emater, o engenheiro agrônomo e mestre em economia, Celso Serato; e, pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), os doutores Pedro Shioga e Ronaldo Hojo.

PRODUTIVIDADE - O Dia de Campo de Inverno foi o ponto de partida para o lançamento de mais um desafio, já de olho na safra de milho de 2018: o concurso de produtividade que, segundo o gerente técnico Leandro Cezar Teixeira, “tem a proposta de incentivar os agricultores a ampliar cada vez mais os seus patamares de produtividade”: a meta é alcançar 500 sacas por alqueire. Assim como na cultura de soja, lembra Teixeira, o objetivo é criar um ambiente para demonstrar que, com práticas adequadas, isso é possível. Na safra de soja 2016/17, muitos cooperados colheram acima de 200 sacas por alqueire, lembrando que a média geral da cooperativa foi de 130 sacas, comprovando que há potencial para crescer.

ATRAÇÕES - O que não faltou no evento de sexta-feira foram novidades, como a apresentação do desempenho de novos híbridos de milho, produtos e serviços de empresas parceiras, exposição de máquinas John Deere – marca representada na região de Maringá pela Cocamar Máquinas -, equipamentos diversos, pneus e lubrificantes, entre outros. O milho foi o principal destaque, mas as atenções dos participantes se voltaram também para a colheita mecanizada de café, o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e os diversos protocolos apresentados pela equipe técnica da Cocamar em parceria com diversos pesquisadores, como o manejo adequado de solo e a diversificação de culturas, adubação nitrogenada e densidade populacional na cultura do trigo, o consórcio milho com braquiária, a dessecação com graminicidas avaliando os efeitos sobre o milho e trigo e o uso de calagem e gessagem no sistema de produção.


APRENDENDO - José Ayala, cooperado em Santa Cecília do Pavão, região de Londrina, onde produz grãos, conta que viajou em companhia da esposa e de um neto porque “é bom participar de eventos técnicos. A gente sempre leva uma informação importante, um conhecimento novo para aplicar”.

COMO FAZER - Também em companhia de um neto, o casal Carlos e Célia Mori, de Ivatuba, passeou pelo Dia de Campo, atento às parcelas de milho. “A gente pode produzir mais e aqui é o lugar certo para saber como fazer isso”, afirmou Carlos.

MECANIZAÇÃO - Na estação de café, centenas de produtores viram uma colhedora em ação. O cooperado Edgar Brazoloto, de Cianorte, comentou que a tendência da cafeicultura é o uso de máquinas: “Não podemos mais ficar na dependência dos trabalhadores”. Ele explicou que a oferta de mão de obra no campo diminuiu bastante nos últimos anos e, por isso, acabou ficando mais cara. Com propriedade em São Jorge do Patrocínio, o produtor Antonio Fachina disse que em sua região ainda há oferta de trabalhadores, porque o sítio fica perto da cidade. Mesmo assim, concorda: “A mecanização está modernizando a cafeicultura”.

PELO EVENTO - O vice-presidente da cooperativa, José Cícero Aderaldo, também esteve no Dia de Campo, onde visitou praticamente todas as estações ao lado do superintendente Arquimedes Alexandrino. No estande da Cocamar Máquinas, eles viram toda a equipe empenhada na apresentação de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos. “Assim como na Safratec, mantivemos contato com um grande número de produtores”, afirmou o gerente João Carlos Ruiz, acrescentando que quando eles passam a conhecer melhor os maquinários, tornam-se clientes “para toda a vida”. É o caso do cooperado Ângelo Celestino, de Ivatuba que, há oito anos, trocou toda a sua frota de tratores e colheitadeira pela marca John Deere. “Estou muito satisfeito”, afirmou Celestino, examinando as novidades apresentadas no estande da empresa.