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Altônia - Máxima Rentabilidade do Café

21.09.2017

O café pode ser um negócio ainda mais lucrativo e prático se os produtores investirem na mecanização da cultura. Essa foi, em síntese, a mensagem deixada no encontro que a Cocamar promoveu no início da tarde de segunda-feira (18/9) em Altônia, no extremo noroeste do Paraná, com um grupo de 40 cafeicultores do município e região.

LUCRAR MAIS - Na oportunidade, o superintendente de Varejo, Café e Fios da cooperativa, Marco Roberto Alarcon, apresentou o Projeto de Máxima Rentabilidade do Café, desenvolvido para que os produtores possam modernizar-se, lucrar mais ou apostar na cafeicultura como uma alternativa de diversificação.

Alarcon e o consultor de café, Adenir Fernandes Volpato, o Gabarito, apresentaram números e informações que ressaltaram o café conduzido com mecanização, como uma das opções mais rentáveis, seja para as pequenas e as grandes áreas.

QUALIDADE DE VIDA - “Não estamos incentivando a cafeicultura por paixão, mas por ser um bom negócio”, afirmou o superintendente, dizendo que o café produzido sob técnicas mais modernas é uma atividade que oferece mais qualidade de vida e exigindo um tempo muito menor de dedicação quando comparado à cafeicultura tradicional.

COLHER MAIS - Ao usarem baixa tecnologia, muitos produtores obtêm apenas 50 sacas de café por alqueire, sob altos custos com mão de obra, quando, em um sistema mecanizado, e seguindo as recomendações técnicas, é possível colher o dobro com um dispêndio financeiro menor.

CUSTO MENOR - Durante o evento, foram apresentados depoimentos em vídeo de produtores residentes em outras regiões atendidas pela Cocamar, que já investem em lavouras mecanizadas. Segundo Gabarito, considerando que em um alqueire se colhe em média 1 mil saquinhos ao custo com mão de obra de R$ 13 cada, a despesa será de R$ 13 mil nessa unidade de área. No modelo mecanizado, cada saquinho sai a R$ 5, totalizando R$ 5 mil, bem menos que a metade. A colheita é feita com máquina trazida de Minas Gerais, previamente agendada, que percorre as propriedades durante a safra. “Com a mecanização da lavoura, o produtor vai trabalhar igual a produtor de soja, ou seja, não precisará ficar em cima o tempo todo”, comentou o consultor.

DIVERSIFICAR - Marco Alarcon explicou que com o projeto a Cocamar quer oferecer a alternativa, também, para que agricultores já habituados à mecanização, como os que trabalham com soja e milho, por exemplo, vejam o café como uma oportunidade para agregar mais renda à propriedade e otimizar o maquinário.

COMPARE - De acordo com o projeto, um alqueire de café com produtividade de 100 sacas, em média, se comercializadas ao preço de R$ 420 a saca, propiciará um lucro de 30 sacas ou R$ 12.600. Por sua vez, um alqueire cultivado ao longo do ano com soja e milho e na média, respectiva, de 145 e 215 sacas, vendidas ao preço de R$ 60 e R$ 20, resultará uma rentabilidade anual de R$ 6.040, a metade.

UM SALTO - Comparando com um produtor de soja que cultiva 55 alqueires e tenha um faturamento bruto de R$ 717 mil/ano, um produtor de café precisará de apenas 17 alqueires para faturar R$ 714/ano. Mas, se em seus 55 alqueires ele reduzir o cultivo de soja e milho para 38 alqueires e plantar 17 com café, o faturamento nos 55 alqueires subirá para R$ 1,208 milhão.

ÁREAS DEMONSTRATIVAS - “Pretendemos sensibilizar os produtores com essas informações, conseguir adesões e demonstrar que o café é um excelente negócio”, comentou Alarcon, acrescentando que a ideia é contar, num futuro próximo, com pelo menos 20 áreas-polo, que servirão como vitrines e terão todo o acompanhamento técnico.

FERTIRRIGAÇÃO - O planejamento da mecanização tem foco na produtividade mas, para isso, segundo Alarcon, será preciso investir também na fertirrigação da cultura, que funciona “como um seguro para a produção, não deixando faltar água e nutrientes nos momentos decisivos da atividade, que são os de enchimento de grãos e florada.