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Os Imoto inventaram um revolvedor de café

04.10.2017

Família de Carlópolis investiu na mecanização da propriedade para garantir a rentabilidade, criando soluções onde não havia máquinas

Os irmãos Gilberto, Márcio e Júlio Imoto, além do filho de Gilberto, Michel, tocam duas propriedades de nove e 17 hectares e arrendam mais 12 hectares em Carlópolis, cuidando de 110 mil pés de café. Também produzem frutas. Para dar conta de tanto serviço, só mecanizando as atividades. Eles colhem uma média de 30 a 40 sacas beneficiadas de café por hectare, caprichando também na qualidade.

A mecanização teve início há seis anos, transformando a propriedade. Eles adquiriram todo maquinário necessário, até descascador, despolpador e desmucilador para obter café cereja despolpado, e secador para 500 mil litros. E os equipamentos que não encontrou para comprar, ele desenvolveu soluções adaptando uma moto velha para movimentar as leiras no terreiro.

Segundo Gilberto, a mecanização das lavouras é também parte do segredo para manter a atividade rentável, além da produtividade, garantida com cuidados fitossanitários, manejo diferenciado e adubação, e o cuidado com a qualidade dos grãos. Gilberto vê no café a melhor opção para o pequeno produtor, desde que tenha produtividade e qualidade.

“A tecnologia facilitou nosso trabalho, permitiu que continuássemos na atividade, e fez com que Michel se sentisse mais motivado a permanecer no campo, garantindo a sucessão familiar”, afirma Gilberto. Todo trabalho é feito pelos quatro, que ainda prestam serviços com os equipamentos adquiridos.