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Na Europa, o incentivo à energia renovável

11.10.2017

A convite da Faep, soubemos como este assunto está sendo tratado na Áustria, Alemanha e Itália (Sérgio Mendes)

No mês de maio, nossa equipe do programa RIC Rural, da RICTV Record do Paraná, a convite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), fez uma viagem técnica à Europa para saber como a Áustria, Alemanha e Itália produzem energias alternativas, as chamadas energias limpas.

O que vimos por lá é que há uma grande preocupação e incentivos dos governos desses países para que empresas privadas, cooperativas e produtores rurais produzam e utilizem energias renováveis em substituição à energia extraída de elementos fósseis, como o petróleo, por exemplo.

Na Europa, 20% da energia consumida nos lares e nas indústrias têm sua origem nas usinas de biogás, eólicas, de biomassa e energias geradas por meio de placas fotovoltaicas, tendo o sol como sua principal matéria-prima.

Com relação às atuais usinas nucleares, ainda em funcionamento na Alemanha, a pressão popular é grande para o seu fim, o que deve ocorrer até o ano de 2022, de acordo com o plano do governo alemão.

Diferentemente do Brasil, nos países que visitamos existem leis bem definidas sobre exploração de energias alternativas.

Amparo e incentivos, como subsídios financeiros, são destinados àqueles que investem na produção de energias limpas, renováveis, sem agredir ou poluir o meio ambiente.

Alguns problemas ambientais que enfrentamos aqui no Brasil, como o destino de dejetos de suínos, do gado leiteiro e do gado criado em confinamentos, por exemplo, se transformam em calor e energia elétrica para residências e indústrias nos países visitados, soluções amparadas de forma legal pelos próprios governos.

Na União Europeia, assim como no Brasil, os órgãos ligados ao meio ambiente são rigorosos com quem, de certa forma, "mexe" com a natureza, daí a grande reclamação que ouvimos sobre a burocracia que enfrentam, mas reconhecidamente eficaz.

E de tudo que presenciamos nessa viagem técnica fica uma constatação: hoje temos uma ideia de como devemos nos programar com relação à produção de energias alternativas num futuro não muito distante.

O que vimos certamente servirá de experiência para construirmos um novo modelo brasileiro, o qual o Paraná poderá utilizar para produzir energia limpa, com total respeito a quem produz e à natureza.

*Sérgio Mendes – Jornalista e apresentador dos programas RIC Rural, RICTV Record – Paraná e CBN Rural, Rádio CBN Maringá e CBN Ponta Grossa