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Safra 2017/18 terá chuvas normais

08.11.2017

Contrariando as previsões de La Niña, o agrometeorologista Marco dos Santos diz que resfriamento das águas do Pacífico precisaria ser bem mais intenso

As chuvas chegaram mais tarde este ano em parte da região Sul, no Sudeste, Centro-Oeste do Brasil além dos estados que compõem a nova fronteira agrícola - Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí -, atrasando o início do plantio, especialmente para os que gostam de plantar mais cedo. Mas, segundo o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, a tendência, daqui para frente, é de normalizar a ocorrência de chuvas.

BOLSÃO - “Ao contrário do que se tem divulgado, este não é um ano de La Niña. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico precisaria ser bem mais intenso para se configurar o fenômeno”, afirma Marco. Ele explica que o que ocorreu foi a formação de um “bolsão de água mais fria”, desde junho, que alterou temporariamente as correntes de ar e a distribuição de calor e umidade em várias partes do globo terrestre, causando estiagens prolongadas, no caso do Paraná.

“Só porque a temperatura da água está um pouco mais fria, a atmosfera entende que há uma alteração, mas é uma situação que não vai perdurar”, diz. Para Marco, tudo indica que o Paraná terá um clima parecido com o da safra 2016/17.

CHUVAS - “Não tem tanta água fria no Oceano Pacífico, em volume suficiente para que esta permaneça por quatro meses consecutivos, na região Equatorial, com temperaturas baixas. Isso não ocorreu e nem há tendência para este ano”, afirma. Esta é a condição necessária para se estabelecer o La Niña.

“As chuvas retornaram e devem ser mais frequentes de novembro em diante. O que teremos é um ano de neutralidade, porém com um viés negativo” comenta o agrometeorologista. Ele avalia que ainda é cedo para previsões, mas há possibilidade que a tendência caminhe para uma La Niña na safra 2018/19.

“Neste ano teremos chuvas dentro da normalidade”, reforça. “Não será uma super safra, mas também não será um desastre”, finaliza.