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Não se engane com as traíras

29.11.2017

Populares entre os fãs da pesca esportiva, elas são boas de briga, mas há alguns erros que devem ser evitados

Boas de briga, as traíras, que podem atingir quatro quilos e 60 centímetros, são conhecidas por sua voracidade e uma violência fora do normal nas brigas com pescadores. Daí sua popularidade entre os fãs da pesca esportiva. Elas podem ser encontradas em todas as regiões do território nacional, gostam de ficar em áreas sombreadas, desembocadura de córregos e ribeirões, especialmente onde a água tem velocidade. Mas alguns erros são bem comuns:

1- Material inapropriado: é comum o pescador utilizar o material incorreto ou o conjunto desequilibrado: vara muito mole para fisgar, ou muito dura para o tamanho da isca. Para as iscas soft (minhocas, salamandras etc) é bom usar um empate de aço flexível de 10 lb e aproximadamente 12 cm de comprimento para que a linha não arrebente. É possível capturá-las sem arame também, mas há o risco de arrebentar a linha. Usar anzóis maiores, como 4/0 e 5/0, facilita na hora de pegar as traíras de grande porte.

2- Errar o tempo da fisgada ou trabalhar a isca rápido demais: quando se pesca com iscas de borracha ou soft, muitos se afobam na hora da fisgada, não dando o tempo necessário para acomodar melhor a isca na boca. Também, por ser mais lenta por natureza, a traíra muitas vezes erra da isca, ou mesmo não a ataca se não for de forma extremamente lenta. Altere a velocidade de recolhimento.

3- Não insistir no ponto: trocar de ponto a toda hora é um erro comum. É preciso paciência, insistir no ponto é fundamental para obter melhor resultado.

4 - Falta de cuidado ao manusear: Acidentes com traíras são mais comum do que se pensa devido à falta de cuidado ao manuseá-las. Arredias, ferozes e com dentes afiados, elas estão sempre prontas para lhe devolver uma garateia, ou ainda lhe desferir uma mordida ardida. Use alicate de contenção e um de bico para extrair o anzol e fique atento as reações do peixe. Evite ficar descalço. Uma traíra aparentemente calma poderá surpreendê-lo com doloridas mordidas.

5 - Escolha o local: evite pescar em baías sem ligações com águas correntes ou aquelas com água parada e quente se o objetivo for comer o peixe. A probabilidade de existirem vermes na carne da traíra é quase certa. Se o barco não tiver viveiro, cubra seus pescados com alguns ramos do próprio aguapé, com raiz e tudo. A umidade das raízes irá conservar o peixe fresco e suas folhas o protegerão dos raios solares.