Notícias

Voltar

Produtor deve orientar-se para a prevenção de doenças e pragas

13.12.2017

Uma das preocupações é com a ferrugem asiática, enfermidade capaz de provocar perdas significativas quanto à produtividade

As variações do clima, comuns nesta fase inicial de desenvolvimento da soja, exigem dos produtores uma atenção especial. O começo da safra 2017/18 segue dentro da normalidade, segundo a Cocamar, mas esse ambiente pode ser também a porta de entrada para o aparecimento de doenças.

ORIENTEM-SE - A recomendação da cooperativa é que os produtores conversem com os técnicos em suas unidades, para que seja avaliado o melhor momento para o início da aplicação de produtos preventivos. Uma das preocupações é com a ferrugem asiática, enfermidade capaz de provocar perdas significativas quanto à produtividade.

FERRUGEM E PERCEVEJO – O uso de fungicidas nas doses recomendadas e nos intervalos de aplicações adequados sempre com associação dos fungicidas protetores, é uma das alternativas para o bom manejo da doença.

Devido à agressividade da ferrugem o produtor deve ficar atento ao monitoramento de sua lavoura e seguir algumas recomendações técnicas, como rotacionar os fungicidas com diferentes mecanismos de ação, sempre associar multissítios (protetores) e não realizar mais que duas aplicações de fungicidas a base de carboxamidas, segundo as recomendações do departamento técnico da Cocamar.

Para o controle dos percevejos não é diferente. O monitoramento da lavoura a partir do fechamento das ruas deve ser constante, mesmo a praga não causando danos à planta em estádio vegetativo o controle deve ser realizado quando se observar dois percevejos por metro.

Esta medida de manejo evita que a praga chegue a populações elevadas quando a cultura estiver na fase reprodutiva, em que poderá ocorrer maiores perdas. Vale lembrar que a recomendação técnica de rotacionar os mecanismos de ação também é válida para os inseticidas.

BUVA – Segundo o Gerente Comercial de Insumos, Tiago Palaro, as variações do clima no período pré-plantio dificultaram a ação dos herbicidas, na dessecação. “Tivemos uma temporada de seca que foi seguida de muita chuva”, menciona Palaro, ao explicar que isso atrapalhou o controle de ervas como a buva, que acabaram voltando.

Para combatê-la, os produtores recorrem ao glifosato, que apresenta um inconveniente: com seu efeito, o produto amarela e retarda o desenvolvimento da soja o que pode ser evitado com a aplicação de nutrientes via foliar como o manganês, uma das alternativas para recuperar o vigor da planta.


Atenção aos detalhes

Indagado sobre uma possível resistência de doenças e pragas aos produtos, o gerente Tiago Palaro explicou que, em geral, a ineficácia da aplicação resulta da inobservância, por parte do produtor, do momento ideal para executar a operação, horário, clima e outros fatores, como a má-regulagem do pulverizador, o nível da calda, o não uso de espalhante adequado, o pH da água e também a velocidade excessiva na realização desse serviço. “A resistência pode existir, mas a maioria dos casos está relacionada à falta de cuidado na aplicação”, resume.

MAIOR RETORNO POSSÍVEL - O gerente de Negócio Insumos, Geraldo Amarildo Ganaza, destaca que “a função da cooperativa é possibilitar que o cooperado ganhe mais dinheiro com o seu negócio” e não faria sentido “empurrar qualquer tipo de produto”. O objetivo básico da organização, reitera, “é orientar e fornecer produtos de qualidade para que ele tenha o maior retorno possível em sua atividade”.

Ainda segundo Ganaza, as empresas fornecedoras mantêm profissionais especializados nas regiões para, em conjunto com a área técnica da Cocamar, prestar todas as orientações acerca das aplicações e indicar o melhor momento para fazê-las.