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Uma nova fronteira agrícola

02.03.2018

Especializado em ILPF, o professor Edemar Moro, da Unoeste, disse que está acontecendo na região de Presidente Prudente o que, até poucos anos, pouca gente acreditava. Apesar do solo arenoso e das altas temperaturas na fase crítica do ciclo da cultura, e da pecuária tradicional estar enraizada há muitas décadas, a soja vem quebrando paradigmas, conquistando espaço de maneira expressiva e “abrindo uma nova fronteira”. Em programas de reforma de pastos, os pecuaristas estão percebendo, segundo Moro, que os maiores beneficiados são eles próprios, pois há um revigoramento da atividade pecuária e muito mais retorno.

“Aqui, conseguir colher 40 sacas em média por hectare já vale a pena”, afirma o professor, lembrando que o principal objetivo do pecuarista é recuperar os pastos e, com isso, aumentar a lotação. Para os que não se sentem seguros em fazer agricultura, a opção é arrendar as terras a agricultores profissionais e estruturados.

SATISFAÇÃO - O proprietário da Fazenda Campina, Carlos Viacava, lembra que a propriedade já está na quinta safra de soja e que com apenas dois anos fazendo ILPF, o faturamento aumentou 57%. A fazenda é uma das principais vitrines nesse modelo no Brasil, com mais de 1,2 mil hectares de soja. “Os desafios são grandes, mas estamos muito satisfeitos”, afirmou Viacava, recomendando aos pecuaristas que avaliem a possibilidade de adotarem projetos integrados, pois o sistema de pecuária tradicional, com a exaustão nutricional dos pastos, não se sustenta e a atividade se torna antieconômica.