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1º Congresso Brasileiro de ILPF é realizado

17.05.2018

O presidente da John Deere Brasil, Paulo Renato Herrmann, foi o principal palestrante do 1º Congresso Brasileiro de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que aconteceu na tarde da quarta-feira (9/5). A ocasião reuniu 300 convidados na tarde no Restaurante Central do Parque Internacional de Exposições de Maringá, onde aconteceu a Expoingá 2018.

“O futuro brilhante do Brasil, no agronegócio, inclui os sistemas integrados”, declarou Hermann, que estava acompanhado de Luiz Lourenço, presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Afonso Akioshi Shiozaki, também integrante do Conselho, e de José Cícero Aderaldo, vice-presidente-executivo da cooperativa. A Cocamar Máquinas, concessionário John Deere para as regiões de Maringá, Paranavaí e São Pedro do Ivaí, no Paraná, integra desde 2016 o Grupo Cocamar.

DESAFIO – Ao pronunciar-se, antecedendo a palestra de Herrmann, Luiz Lourenço ressaltou que o objetivo da integração é incorporar solos de pastos degradados ao moderno processo produtivo. “O Brasil tem 120 milhões de hectares de pastos, dos quais mais de 90% são degradados. Com a integração poderíamos alojar o atual rebanho bovino brasileiro, de 200 milhões de cabeças, em apenas 20% da área, e com muito mais qualidade”, disse. “Temos o desafio de fazer as pessoas entenderem que é possível multiplicar o faturamento de suas propriedades, e de forma sustentável”, completou Lourenço.

CERTIFICAR - Em sua exposição, o presidente da John Deere Brasil, que também preside a Associação Rede ILPF – entidade que, em nível nacional, fomenta a integração -, mencionou que projetos integrados, em diferentes formatos, já somam cerca de 12 milhões de hectares no país. Segundo ele, o passo seguinte é certificar as propriedades que fazem ILPF, conferindo a elas um selo de qualidade e, com isso, agregar um valor a mais para seus produtos – grãos e carnes.

BRASIL - Herrmann destacou o potencial e a vocação brasileira para o agronegócio, cujas perspectivas, de acordo com ele, são as mais animadoras. Até 2050, somando a população da China e da Índia, serão nada menos que quatro bilhões de pessoas. “O principal negócio dos chineses é a indústria e o forte dos indianos são os serviços. Nós é que iremos alimentá-los”, frisou.

PAINEL - Após a palestra, vários especialistas participaram de um painel, entre eles o engenheiro agrônomo César Augusto Feltrin Gesualdo, da unidade da Cocamar em Paranacity (PR). Gesualdo demonstrou o histórico do produtor César Luis Vellini, de Jardim Olinda (PR), em solo arenoso, que faz integração há cerca de 20 anos. Vellini se destaca por sua alta produtividade de grãos e também pelo expressivo desempenho da pecuária.