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Mercado de soja favorece produtores

03.08.2018

No recente Encontro Técnico Avícola, evento patrocinado pela Cocamar, em Maringá, o especialista Étore Barone, da INTL FCStone, abordou as novas tendências do mercado de commodities agrícolas.

Barone observou que, se o tempo for favorável, o Brasil deve assumir já na safra 2018/19 - que será semeada a partir do próximo mês - a dianteira na produção mundial de soja, ultrapassando os Estados Unidos. A previsão da consultoria é que, em condições normais de clima, o Brasil colha 120 milhões de toneladas contra 117 dos EUA e 57 milhões da Argentina, terceiro maior produtor do grão. O especialista também ressalta que estudos meteorológicos apontam para um fenômeno climático El Niño de baixa intensidade, o que propicia a ocorrência de chuvas em volumes praticamente normais nas regiões produtoras.

DE OLHO NO CONFLITO - Barone disse que as divergências comerciais entre os Estados Unidos e a China podem beneficiar os produtores brasileiros. Com a taxação imposta pelo governo Trump à importação dos produtos da China e a retaliação do país asiático na mesma proporção, fica mais em conta para os chineses importarem soja do Brasil. Enquanto uma tonelada de soja americana custa 444 dólares, a brasileira sai por 400. “O momento é bom para o produtor brasileiro”, frisou o especialista. A expectativa é de que a exportação seja acelerada o ano todo – primeiro por causa da quebra de 20 milhões de toneladas na Argentina e, agora, em razão da guerra comercial entre EUA e China. “O produtor vendeu mais acelerado que no ano passado e deve começar a reduzir a fixação, aguardando preços melhores. Com prêmios e preços altos, pode acelerar a comercialização da safra 2018/19”.