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Morar no sítio, em meio a natureza e muitas gostosuras na mesa

09.10.2018

A família Batista, em Tuneiras do Oeste, mantém um estilo de vida da forma como se via antigamente, produzindo grande parte do que consome


Filha de um casal proveniente da Bahia e caçula entre seis irmãs, Marlene da Silva Gonçalves Batista é paranaense de Cruzeiro do Oeste (PR) e, há 16 anos, está casada com o produtor rural José Cláudio, com quem tem dois filhos.

A família reside numa simpática propriedade rural em Aparecida do Oeste, município de Tuneiras do Oeste, que fica entre as regiões de Cianorte e Umuarama, onde produz grãos. E, quem a visita, tem a agradável sensação de reencontrar um modo de viver que, para muita gente, se tornou apenas uma saudosa lembrança.

Os Batista moram em uma casa de madeira com fogão a lenha, onde Marlene prepara delícias como o pernil suíno dourado, um prato de encher os olhos e dar água na boca pelo aroma arrebatador. Fica desmanchando e combina bem com o acompanhamento: mandioca cozida, arroz branco, farofa (milho, bacon e calabresa) e saladas de alface e almeirão com bacon. Aliás, combina com tudo.

O aprendizado, claro, foi com a sua mãe Maria, respeitadíssima cozinheira, em cujas mãos uma carne suína ficava pra lá de bom. Por isso, ela mantém até hoje a tradição de guardar carne de porco em banha, na lata, como se fazia antigamente. E, quando fala de dona Maria, se recorda também de gostosuras tão próprias dela, como o queijo cozido em forma de porunga ou nozinho.

Marlene passou a cozinhar para a família aos 15 anos, levando as refeições na roça e respondendo também por tarefas corriqueiras: buscar água, alimentar os animais e ajudar o pai Teodolino, administrador de fazenda, na lida com o gado.

Na propriedade onde os Batista vivem, muitos dos alimentos são produzidos ali mesmo: da mandioca ao porco caipira, verduras, frutas, aves e novilhas e grande parte é transformada em doces, conservas e compotas. Do porco se obtém linguiça, torresmo e uma infinidade de produtos, e quando tem milho verde, é preciso chamar toda a turma para dar conta de fazer pamonhas, cural e tantas outras iguarias.

Um modo de viver em meio à natureza, com simplicidade, fartura e muita alegria de viver.


PERNIL SUÍNO DOURADO


INGREDIENTES

- 2kg de pernil de porco caipira

- alguns dentes de alho caipira (no caso da família, produzida no próprio sítio)

- 3 limões rosa

- 2 colheres de sopa de sal

- 3 conchas de gordura de porco


MODO DE FAZER

- Primeiramente, em uma travessa, fure toda a carne com uma faca fina para absorver bem o tempero.

- Macete os dentes de alho e passe pela carne, fazendo o mesmo com o sal.

- Corte os limões ao meio e os esprema, também, sobre a carne.

- Regue com meio copo americano de água e reserve de um dia para o outro.

- No outro dia, esquente a gordura de porco em uma panela. Quando estiver bem quente, coloque a carne para cozinhar por quatro horas (Marlene faz isso num fogão a lenha).

- A orientação é ir cozinhando e virando a carne, sempre jogando um pouquinho de água para não secar.

- Para que ela fique dourada, é só deixar apurar mais um pouco na panela, sem jogar água, verificando o ponto ideal.