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O Encontro de Núcleos Cooperativos na Cocamar

18.10.2018

Cerca de 70 dirigentes de cooperativas, representando cinco ramos, participaram na terça-feira (16/10) em Maringá (PR), no salão social da Associação Cocamar, do primeiro dia do Encontro de Núcleos Cooperativos da Ocepar, que irá acontecer também até sexta-feira em outras três cidades do Estado.

REGIONAL - Tendo a Cocamar como anfitriã, representada pelos integrantes do seu conselho de administração e diretoria executiva, o evento reuniu dirigentes de cooperativas das regiões norte e noroeste, além de convidados, entre os quais o deputado federal reeleito Luiz Nishimori (PR), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

ALMOÇO - A iniciativa em Maringá começou com um almoço, às 12h, oportunidade em que foi feita a premiação das cinco produtoras da Cocamar que venceram a edição 2018 do Festival de Sabores Chefs do Campo, realizado pela cooperativa.

MESA - Abrindo o Encontro de Núcleos, compuseram a mesa dos trabalhos o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, que é coordenador dos núcleos da região noroeste, o presidente da Integrada e coordenador da região norte, Jorge Hashimoto, o diretor-presidente do Sicoob, Marino Delgado, o vice-presidente da Coamo, Ricardo Calderari, e o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti.

PAUTA - O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, fez uma apresentação da pauta, que consistiu de uma exposição do Paraná.coop +10 (o Programa de Educação Política desenvolvido nos últimos meses pelo Sistema Ocepar), uma explanação do deputado Luiz Nishimori a respeito da Lei dos Pesticidas, palestra sobre Megatendências e Cenários na gestão de Cooperativas, com Rodrigo Casagrande, da Fundação Getúlio Vargas (FGV)/Instituto Superior de Administração e Economia (Isae), e uma discussão em grupos para a apresentação de sugestões, propostas e ideias para o Congresso Nacional de Cooperativismo (CBC), a ser realizado em maio do próximo ano.

COCAMAR - Discorrendo sobre a cooperativa anfitriã, seu presidente-executivo, Divanir Higino, destacou que a mesma, fundada há 55 anos, conta atualmente com 14,6 mil produtores associados, dos quais 56% com até 50 hectares. Higino citou os principais números da organização, que possui 76 unidades operacionais, 105 profissionais de campo, 2,5 mil colaboradores, recebe 2,5 milhões de toneladas de grãos por ano e tem previsão é faturar R$ 4,6 bilhões em 2018, bem acima dos R$ 3,9 bilhões obtidos em 2017, e a meta de chegar a R$ 6 bilhões em 2020. “Nosso desafio é continuar crescendo em ritmo forte”, adicionou. Entre vários outros itens, ele comentou também sobre o organograma da cooperativa, fruto de uma reestruturação que contemplou a gestão profissionalizada.

EDUCAÇÃO POLÍTICA - A respeito do Programa de Educação Política, Robson Mafioletti lembrou que a meta era trabalhar para a eleição de 10 parlamentares comprometidos com o setor, no Paraná, “mas o resultado superou às expectativas”, disse. Foram eleitos dez deputados federais e um senador (Professor Oriovisto), sendo que o também senador eleito Flávio Arns procurou depois a Ocepar para formalizar seu interesse em fazer parte da Frente.

IMPORTANTE - O superintendente da Ocepar ressaltou a importância da atuação efetiva de uma Frente Parlamentar do Cooperativismo. Segundo ele, há 979 proposições em tramitação no Congresso Nacional com impacto no desenvolvimento da atividade cooperativista no país. Em 89 oportunidades, a equipe impediu a votação de propostas que impactariam negativamente no setor. Por outro lado, foram pautados 402 itens de interesse do cooperativismo, realizando-se 140 audiências públicas em que se debateram temas de interesse das cooperativas.

MODERNIZAR - Ao discursar, o deputado Luiz Nishimori destacou que sua preocupação com a nova e, segundo ele, “polêmica” Lei dos Pesticidas é a modernização. Segundo o parlamentar, a lei é de 1989 e, em quase 30 anos, houve pouquíssimas atualizações. “É preciso modernizar a legislação para que continue garantindo o alimento seguro na mesa da população brasileira”, disse.

DEMORA - O deputado comentou que há 26 produtos proibidos lá fora e que ainda são utilizados no Brasil por causa da legislação. “Não podemos admitir que um registro demore cerca de oito anos”, reclamou, fazendo um comparativo com um automóvel. “A tecnologia de um veículo, hoje, será obsoleta daqui a oito anos”, salientou. Segundo ele, há chances de que a lei seja votada em breve.