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Rally visita duas lavouras de referência em Floresta

14.11.2018

Produtor Wilson Palaro e família Corsolini trabalham para alcançar o maior potencial produtivo

“É tudo muito rápido. Quando a gente vê, já está colhendo”. Assim o cooperado Wilson Palaro, de Floresta, região de Maringá, define o ritmo de mais um ciclo de soja (temporada 2018/19). Ele semeou as primeiras lavouras em 13 de setembro, logo após o fim do Vazio Sanitário no dia 10 e, dois meses mais tarde, em 13 de novembro, quando recebeu a visita do Rally Cocamar de Produtividade em suas terras, a cultura já estava em plena fase de granação. A coincidência é que, nessa última data, a Embrapa anunciava o 13º registro de ferrugem asiática de lavouras do Paraná e São Paulo, demonstrando preocupação com o rápido avanço da doença e colocando os produtores em alerta.

Patrocinado pela Basf, Spraytec e Ford Center, o Rally Cocamar de Produtividade tem o patrocínio, também, das empresas Agrosafra, Estratégia Ambiental, Sancor Seguros, Sicredi, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR, com o apoio da Unicampo, Aprosoja (PR) e Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb).

Na ida a Floresta, que incluiu também uma visita ao produtor Robson Corsolini, a equipe foi acompanhada pelo engenheiro agrônomo Cristiano Giacomelli Pan, da unidade da Cocamar em Floresta, e os representantes da Basf, engenheiros agrônomos Rafael Franciscatti e Gian.

MONITORAR - Palaro não é de brincar em serviço: “O produtor todo dia tem que ir na lavoura, monitorar, ver se existe praga. Se souber de um foco de ferrugem na região, aí sim ele precisa redobrar ainda mais a atenção”. Sobre a ferrugem, a doença mais importante da cultura, Palaro orienta que é indispensável adotar medidas preventivas: “não pode deixar ela entrar. Se ela entrar, o tratamento acaba ficando muito caro”.

SANIDADE - “Com a aplicação de fungicidas a cada 15 dias, não se observa uma única folha com sinais de doenças na propriedade de Palaro, “É um padrão de sanidade excepcional, mostrando que o capricho e o manejo fazem a diferença”, afirma Franciscatti.

Segundo ele, “em um cenário de alta pressão de doenças como ferrugem, o papel nosso como técnico é orientar os produtores a anteciparem os programas de fungicida e encurtar o intervalo entre as aplicações”. Ele lembra, ainda, ser importante “o uso de protetores multissítio junto a aplicação dos fungicidas para complementar e proteger as moléculas contra resistência”.

SAUDÁVEL - Na propriedade da família Corsolini, “está tudo padronizado, bem cuidado, é isso que se tem que fazer pra manter a ferrugem longe”, elogia Giacomelli. “Nessa fase, quando se faz a pulverização preventiva, se atinge bem o terço inferior das plantas, estabelecendo uma lavoura saudável, sem o inóculo da ferrugem.”

BEM ESTABELECIDA – Ainda na propriedade dos Corsolini, Franciscatti detalha que a lavoura “está muito bem estabelecida”, mostrando que foi feita aplicação preventiva na data correta com fungicida. “O que eles estão fazendo é manter o potencial produtivo, a lavoura apresenta um bom estande, uma boa sanidade das folhas e um bom porte.”

OTIMISMO - “O produtor tem que fazer a sua parte e contar também com a ajuda do tempo, coisa que está acontecendo neste ano”, resume o produtor Robson Corsolini, otimista quanto ao desempenho de sua lavoura, que foi semeada no dia 26 de setembro e está entrando no período de formação de vagens, os “canivetinhos”.

Reforçar o monitoramento

O departamento técnico da Cocamar ressalta que os produtores devem realizar o constante monitoramento de suas lavouras, observando que o intervalo entre as aplicações não exceda a 15 dias.

CUIDADOS A TOMAR - A recomendação do coordenador técnico da cooperativa, engenheiro agrônomo Rafael Furlanetto, é que os produtores orientem-se com os profissionais de suas unidades e não deixem de fazer as aplicações preventivas quando da confirmação de foco da doença na região. Segundo ele, entre as recomendações, nunca efetuar mais do que duas aplicações de fungicidas a base de carboxamidas durante o ciclo da cultura, usar fungicidas protetores em associação com outros produtos, adotar uma correta tecnologia de aplicação (sempre com adjuvantes) e não descuidar das demais doenças de final de ciclo.

NA REGIÃO - Relatório divulgado na segunda-feira (12/11) pela área técnica apontou que 97% das lavouras já foram semeadas nas regiões da cooperativa, 63% encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, 10% em florescimento e 1% em granação.


Lavouras limpas

e padronizadas

Em paralelo à preocupação com a prevenção de patógenos, o engenheiro agrônomo Rafael Franciscatti, da Basf, observou nas propriedades das famílias Palaro e Corsolini o cuidado em relação ao controle de pragas e plantas daninhas. “Às vezes passa despercebido o quanto é importante o controle delas na fase inicial. Mantida no limpo, a lavoura é conduzida sem competição com plantas daninhas”, diz.

FATORES - Para o produtor Wilson Palaro, há outros fatores que devem ser levados em conta para o sucesso da lavoura. Um deles é contar com uma plantadeira adequada para que a operação tenha a maior eficácia possível. “A boa colheita começa no plantio, que precisa ser bem feito com plantas bem distribuídas”, orienta. No seu caso, ele usa uma plantadeira a vácuo da John Deere. “Na minha lavoura, as plantas estão certinhas”, mostra Palaro, que, para ilustrar, recorre a uma comparação inusitada: “é igual teta de porca, não tem duas juntas”. Ele acrescenta que faz, ainda, inoculação no sulco, manejo preventivo e consórcio milho e braquiária.

REFERÊNCIAS De acordo com o agrônomo Cristiano Giacomelli Pan, tanto Wilson Palaro quanto a família Corsolini, entre muitas outros que são atendidos pela Cocamar, seguem todas as recomendações técnicas e estão sempre buscando informação. No caso das propriedades visitadas em Floresta pelo Rally, ambas são referência pelo uso de avançada tecnologia e o alto investimento que visam a promover o aumento da produtividade.