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Fórum de Mercado Ocepar reúne 100 participantes

26.11.2018

Com a participação de aproximadamente 100 convidados – dirigentes de cooperativas de diversas regiões do Estado – a Cocamar sediou na última quarta-feira (21/11), na Associação Cocamar, o Fórum de Mercado do Sistema Ocepar. A realização é do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) com apoio do Sistema Ocepar.

EMOÇÕES - Na abertura, ao fazer sua saudação, o vice-presidente de Negócios da cooperativa anfitriã, José Cícero Aderaldo, falou sobre a importância do evento para uma perspectiva em relação aos próximos meses, lembrando que 2018 foi um ano “de grandes emoções”, com forte quebra da produção de grãos da Argentina, aumento das cotações, prêmios em patamares elevados e outros acontecimentos que impactaram o setor. “Tivemos um ano que acabou sendo melhor que o anterior, sob o ponto de vista da produtividade das lavouras e de mercado”, frisou.

APRENDIZADO - Para o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, que também se pronunciou na abertura, fatos como a greve dos caminhoneiros, que paralisou o país entre na última semana de maio, mostrou a fragilidade dos mais diversos segmentos, uma vez que houve falta de combustíveis e até de alimentos em alguns regiões. “Por outro lado, deixou lições importantes e também aprendizados”.

PAINEL - Às 10h00, o painel internacional reuniu especialistas dos Estados Unidos, China e México. Oliver Flake, conselheiro agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA, observou, em resumo, que o cinturão de milho e soja dos EUA, este ano, apresentou excelentes condições de crescimento, mas a precipitação acima da média diminuiu o ritmo de colheita - lembrando que os estoques de soja norte-americanos estão crescendo rapidamente. Foi a maior produção de soja da história do país, o que faz também com que os preços estejam em queda. A partir de 2014, tem havido uma redução de renda dos produtores norte-americanos, fazendo com que os últimos anos tenham sido mais difíceis, ocasionando, como efeito direto, a menor renovação de maquinários e o uso de menos tecnologia nas lavouras. Já os estoques de milho estão menores.

OPORTUNIDADES - Sui Jin Kon, diretora de Alianças Globais do World Trade Center Harbin – China, frisou que seu país oferece oportunidades em muitas áreas do agronegócio. Contudo, apesar das dimensões continentais da China, são apenas 130 milhões de hectares agricultáveis, com uma colheita de soja ao redor de 60 milhões de toneladas, criando uma grande dependência em relação a outros países produtores. E dos 1,370 bilhão de chineses, 600 milhões ainda vivem no campo, onde as dificuldades são muitas: os recursos hídricos encontram-se poluídos e eles não sabem como fazer o gerenciamento, a produtividade das lavouras é baixa, as áreas rurais são diminutas em sua maioria. Para completar, o sistema cooperativista é praticamente inexistente. “Temos tudo ainda por fazer no país, precisamos que especialistas se interessem em levar conhecimentos e experiências para os chineses”, afirmou.

MÉXICO - Mauricio Lambiasi – diretor da Câmara de Comércio México Brasil – Camebra, fez uma exposição sobre a dimensão do mercado mexicana, que está entre as grandes economias da América Latina, a qual oferece oportunidade de mercado para países como o Brasil.

DEBATE - Completando a agenda da manhã, houve um debate entre palestrantes e o público participante.

PALESTRAS - Na parte da tarde, o tema foi o cenário econômico e político 2019-2022 com o consultor Juan Jensen. Às 15h, perspectivas para a produção, consumo, mercado interno e externo de soja e milho, a cargo do especialista Flávio França Jr.