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Copa Cocamar é confraternização e alegria

12.12.2018

Independentemente do resultado, se perdeu ou ganhou nas competições, o participante da Copa Cocamar de Cooperados tem o seu dia de confraternização e alegria. Promovido no sábado (8/12) na Associação Cocamar em Maringá, o evento reuniu cerca de 2 mil pessoas, entre concorrentes em quatro categorias de futebol suíço, truco e bocha, e seus familiares.

TRUCO E FORRÓ - Aos 85 anos, o cooperado Massami Wanishi, de Pitangueiras, disputou no truco, na dupla com Manoel Pona, de 58 anos, da mesma cidade. Entre os mais idosos truqueiros , ele disse que vem todos os anos à Copa. “Jogo truco desde que me conheço por gente”, diz Wanishi, em meio a muitas risadas, dizendo que sua diversão “tem sido o truco e o forró”. Ele garante: o que não falta é disposição, e se tiver concurso de dança, “eu rodo o dia inteiro”. Pona confirma tudo isso, e diz também que o evento “é um dia bem aproveitado, festivo, que os cooperados adoram”.

ESTRATÉGIA - Para a dupla campeã do truco, formada por José Maurício Bosso e Juraci Felipes, trata-se de uma festa sem igual. Na partida decisiva, Felipes ralhou com o companheiro. Para quem não está acostumado com o jeitão deles, até parecia desentendimento, mas era pura estratégia. “Tive que dar uma acordada nele, falei alto e deu certo, o truco é assim mesmo e fomos campeões”, sorri, enquanto abraçava José Maurício, com quem faz dupla há muito tempo. Ambos produzem grãos e são antigos cooperados.

FUSQUINHA AZUL - O time de supermaster de Maringá, que teve entre os integrantes Nélson Porfírio, de 67 anos, e os gêmeos Dirlei e Volnei Marcon, de 53, perdeu de 2 a 0 para o Cianorte, na final. Mas, sem problema: todos eles participam da Copa praticamente desde o início. “Eu me lembro que a gente enchia um fusquinha azul de jogadores, mais apertado que lata de sardinha, e ia disputar os jogos”, sorri Porfírio, enquanto os Marcon tentavam se recordar da escalação de equipes que jogaram nas primeiras Copas.

ENTROSAMENTO - Outros dois irmãos, Antonio e Ademar Reginato, de Paiçandu, vencedores da bocha, contam que jogam juntos há pelo menos 50 anos. O segredo deles – nem tão segredo assim - é “jogar bem e acertar a bola”, conta Ademar, que acrescenta a paciência e o fato de treinarem todos os finais de semana. “A gente está muito entrosado”, observa.

DO FUTEBOL PARA A BOCHA - Aos 62 anos, Alécio Andriato diz que já jogou muito futebol na vida, inclusive na Copa Cocamar, mas seu negócio agora é a bocha. E quando não dá para jogar, fica vendo os outros competirem. Ele é de Iporã e viajou acompanhado da esposa Estael, que também não é de perder o evento.

TUDO DE BOM - Foi a primeira vez que Lídia Carbonera Santos, de Umuarama, participou. Esposa do cooperado José Dorival Santos, estreante no bocha, ela elogiou a organização e a grandeza da festa. “É muita alegria e tudo de bom”, completa.

TRADIÇÃO - Realizada há 34 anos consecutivos, a Copa Cocamar de Cooperados está entre as maiores realizações do gênero, no Brasil, movimentando participantes de mais de 50 municípios das regiões noroeste e norte do Paraná e do oeste paulista. A competição fecha, com o congraçamento entre os produtores, o calendário de eventos da cooperativa a cada ano.