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Apucarana é destaque pela alta produtividade de soja

22.02.2019

Em uma safra marcada por problemas climáticos que reduziram sensivelmente a produtividade de soja em quase todas as regiões do Paraná, o município de Apucarana vive uma realidade diferente e produtores estão registrando médias comparáveis a de um ano normal.

ACOMPANHAR - Na tarde de quinta-feira (21), o Rally Cocamar de Produtividade foi acompanhar de perto a colheita de dois produtores ligados à cooperativa. Um deles, Elton Gessner, estava concluindo um talhão onde a média ficou em 189 sacas por alqueire (78 sacas/hectare). Ele já havia finalizado os trabalhos em 30% de suas áreas e a média geral era de 170 sacas/alqueire (70,2/hectare). Sua previsão é fechar o ciclo com a marca de 150 a 160 sacas por alqueire (61,9 a 66,1/hectare). O outro, Antonio Rechi, já estava com 60% das lavouras colhidas e a média era de 160 sacas (66,1 sacas/hectare). No município, a média geral de produtividade, segundo estimativa da Cocamar, não deve mudar tanto em relação ao ano passado, ao redor de 120 sacas por alqueire (49,5/hectare).

PRECOCE - De acordo com o engenheiro agrônomo Danilo Lomba, da unidade local da cooperativa, a estiagem teve seus efeitos, sentidos principalmente a soja semeada mais precoce, que corresponde a 5% do total. “De 25 de setembro em diante, as lavouras se desenvolveram bem”, lembra o agrônomo, acrescentando que, durante o ciclo, várias regiões do município foram beneficiadas por pancadas de chuvas.

TECNOLOGIAS - Elton, seu irmão Lauro e Antonio, entre outros, pertencem a uma categoria de produtores que investem em tecnologias de ponta e cuidados com o solo, seguindo as recomendações técnicas para construir o resultado final. “É um pessoal receptivo a novidades e que busca informações o tempo todo para melhorar cada vez mais as suas médias”, comenta o gerente da unidade de Apucarana, Everson de Souza. Isso explica, em parte, as altas médias que eles vêm obtendo neste ano, em que a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) admite uma redução de pelo menos 25% na estimativa inicial de colheita de soja do Estado. Em alguns municípios, para se ter ideia, a quebra foi uma das mais severas em 20 anos, com percentuais de perdas que chegam a 50%, havendo produtores que colheram menos de um terço em comparação a quantidade colhida no ano passado.

PODERIA SER AINDA MELHOR - Mesmo alcançando resultados tão expressivos frente ao que se vê por aí, Elton e Antonio, visitados pelo Rally, demonstram uma certa decepção com os números deste ano. “Poderia ter sido melhor”, afirma Elton, que, por exemplo, tinha expectativa de passar de 200 sacas de média no talhão colhido na quinta-feira. “Investimos para explorar o potencial produtivo e alcançar os melhores resultados possíveis”, enfatiza, explicando que neste ano os custos diretos em suas lavouras ficaram ao redor de 80 sacas por alqueire (33 sacas/hectare), 30% a mais do que um produtor que aplica um padrão tecnológico médio.

CALOR - “Não fiquei satisfeito”, pontua Rechi, que na safra passada obteve o recorde de 183 sacas de soja de média (75,6 sacas/hectare) e fazia planos de superar a marca neste ciclo. Segundo ele, a redução não decorreu de uma eventual estiagem e, sim, do sol escaldante de janeiro e início de fevereiro, que produziu um calor tão intenso a ponto de queimar os ponteiros das plantas. “Não fosse por isso, minha média teria sido bem melhor”, finaliza.

O CIRCUITO - O Rally Cocamar de Produtividade conta com o patrocínio máster das empresas Basf, Spraytec e Ford Center e o patrocínio institucional da Estratégia Ambiental, Agrosafra, Sancor Seguros, Sicredi, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR. Apoiam a iniciativa o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), a Aprasoja/PR e a cooperativa Unicampo.