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Colheita de soja no final em Maringá

13.03.2019

Com a colheita de soja terminando no município de Maringá, os produtores não vão guardar boas recordações do ciclo 2018/19, pois a quebra de produtividade foi uma das maiores dos últimos anos.

REDUÇÃO - Segundo a área técnica da Cocamar, a expectativa é de uma redução de 35%, em média, na comparação com os números estimados inicialmente.

VARIOU - Na região da Comunidade Guerra, uma das poucas onde ainda se vê produtores residindo nas propriedades, a quebra variou de um lugar para outro e a média geral deve ficar em 90 sacas por alqueire (30,7 sacas/hectare). Se o clima tivesse sido normal, não seria difícil encontrar produtores colhendo de 130 a 140 sacas por alqueire ou até mais.

ALTOS E BAIXOS - Só que neste ano, quem investiu para colher acima de 140 sacas/alqueire (57,8/hectare), como foi o caso de Cleber Veroneze, teve que se contentar com a média de 113 sacas/alqueire (46,6/hectare), porque teve gente que não conseguiu nem isso. Em alguns casos, com a severidade da seca, produtores não colheram sequer 30 sacas/alqueire (12,3/hectare), algo difícil de acontecer mesmo nos piores anos.

CONFIANÇA - Mas a expectativa é boa em relação às lavouras mais tardias, ainda por colher. Em um lote de 25 alqueires (60,5 hectares), a família França aposta suas fichas em uma produtividade que pode ser considerada satisfatória diante do que se viu neste ano. “Estamos confiantes em conseguir mais de 130 sacas por alqueire (53,7/hectare), diz Alexandre França.

TARDIAS - Segundo ele, apesar do calor forte em dezembro e janeiro, que danificou as plantas, as lavouras mais tardias acabaram sendo mais beneficiadas pelas chuvas.