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Produtores adotam práticas com bons resultados

19.03.2019

Com a colheita de soja se encaminhando para o final – faltando apenas algumas áreas mais atrasadas na região norte do Estado – a Cocamar estima uma redução de 35% na produtividade das lavouras em relação aos números projetados inicialmente.

ALÉM - O percentual está bem acima da média paranaense, divulgada na semana passada pela Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab), da ordem de 14%.

CLIMA ADVERSO - As regiões de Maringá, Cianorte, Umuarama e Paranavaí estão entre as mais afetadas, incluindo municípios mais ao norte de Londrina. Os baixos níveis de precipitação entre outubro e janeiro castigaram, principalmente, as lavouras semeadas mais cedo e, em alguns municípios, produtores colheram abaixo de 50 sacas por alqueire (20,6 sacas/hectare). Contribuiu para aumentar a perda o calor intenso em janeiro e início de fevereiro.

UM CONTRASTE - No entanto, em meio a um cenário generalizado de produtividade abaixo da média dos últimos anos, houve produtores que se destacaram pelo alto desempenho das lavouras. Em municípios como Apucarana e Tamarana, a colheita de alguns talhões superou a 200 sacas por alqueire (82,6 sacas/hectare), o que, segundo técnicos da Cocamar, se deve a uma soma de fatores: o investimento em tecnologias seguindo orientação especializada, a melhoria da qualidade do solo e, claro, uma ajuda de São Pedro.

NOROESTE - Os resultados da parte que cabe ao produtor ficaram evidentes, também, na região noroeste, onde as perdas, em geral, superaram 40%. A realização de um trabalho contínuo para melhorar o perfil do solo, por exemplo, fez a diferença da produtividade, amenizando os dados causados pelas intempéries. Um produtor de Marilena que integra lavoura-pecuária (ILP) colheu acima de 140 sacas por alqueire (57,8/hectare). Segundo ele, se o clima tivesse ajudado, teria conseguido ao menos 170 sacas por alqueire de média (70,2 sacas/hectare). De qualquer forma, não dá para reclamar.