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Dia de Campo mostra rentabilidade da citricultura

29.04.2019

Mais de 300 produtores, técnicos e profissionais ligados a empresas fornecedoras participaram na quinta-feira 25 de abril do Dia de Campo sobre a Cultura da Laranja promovido pela Cocamar em sua Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) em Guairaçá, município vizinho a Paranavaí.

Várias estações foram instaladas para a apresentação de assuntos como adoção de tecnologias para alta produtividade, fomento ao cultivo de novos pomares, regularização de mão de obra, manejo do greening e planejamento do plantio.

REMUNERAÇÃO - “A região noroeste do Paraná se destaca no país pela produtividade e a sanidade de seus pomares, temos sido uma referência”, afirmou na abertura do evento, pela manhã, o superintendente de Negócios, Grãos e Insumos, Arquimedes Alexandrino. Acompanhado, entre outros, do gerente técnico Renato Watanabe, ele ressaltou que os produtores devem aproveitar a oportunidade para renovar ou ampliar seus pomares, lembrando que a laranja é uma das culturas mais remuneradoras do momento.

NA FRENTE - Uma das estações apontou que a rentabilidade da laranja, de R$ 5,683 mil por hectare (para uma média de 900,8 caixas nessa unidade de área, considerando o preço de R$ 21/caixa), lidera no comparativo com as culturas mais praticadas nas regiões noroeste e norte do Estado. O café oferece R$ 3,780 mil/hectare, na média de produtividade de 41,3 sacas beneficiadas ao preço unitário de R$ 305; a soja garante R$ 2,309 mil/hectare na média de 59,9 sacas ao preço unitário de R$ 69; o milho proporciona R$ 707/hectare, na média de 88,8 sacas ao preço unitário de R$ 29; e a mandioca tem renda de R$ 3,140/hectare, considerando a média de produtividade de 20,7 toneladas, cotadas a R$ 380.

PRODUTIVIDADE - Sobre a renovação dos pomares, adotando-se o plantio com GPS, é feita a sistematização da área, havendo maior aproveitamento dimensional, redução de área com carreadores e aumento da produtividade. Com a adoção de técnicas mais modernas, um pomar de 15 mil plantas (30 hectares) irá apresentar uma média de produtividade de 2,6 caixas por planta ou 1,3 mil caixas/hectare quando tiver de 15 a 20 anos, ao passo que um pomar da mesma idade, mantido com técnicas já ultrapassadas, produzirá nada além de 1,5 caixas por planta ou 750 caixas/hectare.

COPA - Outro diferencial está no volume da copa da árvore: enquanto nos pomares tradicionais a média é 75m3, nos mais novos não passa de 32m3. Sem esquecer que pomares jovens demandam 50% menos defensivos, 57% mais produtividade e os gastos com colheita são 25% menores.

SEGURANÇA - Participante do evento, o produtor Dercides Fumagalli, de Nova Esperança, disse que a laranja é uma cultura que oferece segurança e ele pretende triplicar seu pomar nos próximos anos. “Hoje em dia, é laranja é uma das melhores alternativas para propriedades de todos os tamanhos”, acrescentou.

IMPRESSÕES - A produtora Ivonete Razente foi ao Dia de Campo em companhia de duas irmãs. Elas são sócias em um empreendimento em Nova Esperança e o objetivo, segundo Ivonete, foi ver as novidades. “Gostamos muito de ver o planejamento do plantio, feito com GPS”, comentou. Rogério Pasquali, de uma família de citricultores em Alto Paraná, afirmou que a citricultura requer profissionalismo, pois os desafios são muitos. “Hoje, não temos mais receio de investir, tomando todos os cuidados, o greening já não preocupa tanto quanto antes. ”