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Semana do Meio Ambiente destaca ILPF

03.06.2019

Ao mesmo tempo em que são uma oportunidade para o desenvolvimento econômico das regiões onde as pastagens encontram-se degradadas e o retorno com a atividade pecuária não atende às expectativas, o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) se destaca como uma conquista para o meio ambiente. O modelo que já conta com mais de 15 milhões de hectares no país, em diferentes formatos, promove, entre outros benefícios, a preservação do solo, a redução do uso de pesticidas e a menor emissão de carbono na atmosfera.

VOLUME - A Semana do Meio Ambiente, que começou no sábado 1º de junho, marca o exato momento em que os pastos do sistema de integração apresentam abundância - resultado do manejo do solo e da semeadura de capins de ciclo temporário -, enquanto as pastagens tradicionais definham com a chegada do período mais frio do ano.

SOLUÇÃO NATURAL - Incentivada pela Cocamar desde 1997, a ILPF já soma mais de 160 mil hectares nas regiões da cooperativa, em especial nos solos arenosos do noroeste paranaense, oeste paulista e sul do Mato Grosso do Sul. “A integração vai avançando como uma solução natural, inovadora e sustentável”, afirma o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, reconhecido como um dos maiores defensores do sistema no país.

COMO FUNCIONA - A agonia da pecuária tradicional, que já não se sustenta por sua baixa produtividade e os altos custos, tem levado pecuaristas a repensarem o negócio, abrindo caminho para a integração. Em resumo, mediante uma mínima intervenção no solo, os pastos são reformados com soja durante a primavera-verão, em área que vai receber capim braquiária a seguir, no outono-inverno. Além de servir de pasto de qualidade, a braquiária, pelo grande volume de palha remanescente no solo, servirá de base para o plantio direto no ciclo seguinte de soja.

RECONHECIMENTO - Durante a recente Expoingá em Maringá, na sua palestra durante o fórum sobre ILPF, o pesquisador da Embrapa, Renato de Aragão, lembrou que ONGs de atuação internacional sempre muito críticas ao agronegócio brasileiro, reconhecem a importância dos sistemas integrados para o meio ambiente. A WWF, por exemplo, emitiu parecer expressando que “a ILPF aumenta a produtividade, reduz riscos de produção, agrega valor aos produtos e aumenta a qualidade ambiental”. A ONG citou ainda que a ILPF “é estratégica para mitigar emissões de gás de efeitos estufa (GEE) da agricultura” e “a expansão da adoção de ILPF pode ser uma estratégia eficiente para redução do desmatamento”.