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Embrapa apresenta resultados do Rally Cocamar de Produtividade

14.06.2019

Mais de 100 produtores cooperados participaram na manhã de quinta-feira (13) em Primeiro de Maio, região de Londrina, de um encontro promovido pela Cocamar, com a participação da Embrapa, para apresentar os resultados do trabalho sobre levantamento de solos realizado na safra 2018/19, no Rally Cocamar de Produtividade.

NO DIA DE CAMPO - Outros dois encontros, com a mesma finalidade, já aconteceram em Maringá e Iporã e, segundo o departamento técnico da cooperativa, o conteúdo será apresentado ainda aos participantes do Dia de Campo de Inverno a ser organizado pela Cocamar na sua Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) em Floresta, no dia 12 de julho.

TÉCNICO - O trabalho, que analisou diferentes tipos e ambientes de solos em 24 municípios das regiões noroeste e norte do Paraná, é um desdobramento técnico do Rally Cocamar de Produtividade. Por meio de seus patrocinadores, o Rally custeou parte das despesas da equipe de pesquisadores da Embrapa e acompanhou as etapas da realização.

REDUZIR PERDAS - Em sua palestra, o especialista em solos da Embrapa, Henrique Debiasi, lembrou que “a agricultura é a arte de reduzir as perdas, pois os materiais, como sementes, já chegam com todo o seu potencial produtivo. Por isso, quanto melhor o produtor manejar o seu solo e empregar adequadamente os recursos, menos ele irá perder em produtividade”.

MANEJO ADEQUADO - Nesse contexto, a forma como o solo é manejado acaba sendo decisiva e não vai adiantar investir apenas em adubação química, deixando de lado os aspectos físico e biológico. Se o solo estiver compactado – o que é comum na realidade da agricultura paranaense – as raízes vão se aprofundar cerca de 70cm, enquanto que em solo não compactado o sistema radicular pode alcançar o dobro em profundidade, o que assegura um ambiente mais favorável às plantas, reduzindo os efeitos de veranicos.

ANÁLISE É BÁSICO - O pesquisador chamou atenção para o fato de o produtor observar alguns quesitos básicos e elementares para o sucesso do seu negócio, entre os quais uma análise de solo – o que lhe permitirá fazer a reposição de nutrientes de acordo com as necessidades detectadas. “Uma análise de solo custa muito barato diante do resultado que ela vai trazer na colheita”, afirmou Debiasi, mencionando que além dos insumos comuns – adubos, sementes, fertilizantes e defensivos – o produtor também deve levar em conta outros “insumos”, que dependem dele, como uma boa cobertura do solo, o mínimo revolvimento do mesmo, enriquecê-lo com matéria orgânica, proporcionar que as raízes se desenvolvam e também uma diversidade biológica, com práticas, entre as quais, a rotação de culturas.

ÁGUA - “O principal fator para a viabilidade de uma cultura é a água, quanto mais água, maior a uniformidade da lavoura”, ressaltou o pesquisador, lembrando que uma visão aérea de um campo geralmente permite ver muitas falhas. Segundo ele, a capacidade de infiltração de água aumenta com a diversificação, sendo o capim braquiária mais factível para a realidade regional, cultivado em consórcio com o milho de inverno ou de forma solteira. Além dos benefícios trazidos pelo seu enraizamento, que rompe a compactação, oxigena o solo, abre canais para a infiltração de água e cicla nutrientes de camadas mais profundas, a braquiária vai inibir o desenvolvimento de ervas de difícil controle, como a buva e o amargoso. “Os resultados do consórcio milho x braquiária atingem o seu ápice no terceiro ano.”

OPORTUNIDADE - Sobre o Rally, Henrique Debiasi destacou ser a oportunidade de integrar a pesquisa e a cooperativa na realização de um trabalho inédito de mapeamento do solo no país, que terá continuidade nos próximos anos.

PATROCINADORES – Em todos os eventos, os patrocinadores são lembrados. A edição 2018/2019 do Rally de Produtividade, já em seu quarto ano, foi uma iniciativa da Cocamar com o patrocínio máster da Basf, Spraytec e Ford Center, o patrocínio institucional do Sicredi, Sancor Seguros, Estratégia Ambiental, Agrosafra, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR, com o apoio do Comitê Estratégico Soja Brasil, Aprasoja/PR e Unicampo.