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Cooperados negociam sua soja

16.07.2019

Até o final de junho, 56% dos produtores ligados à Cocamar haviam comercializado sua soja, percentual abaixo dos 64% nessa mesma época em 2018, mas inferior à média de 73% no Brasil. Nos últimos três anos, aliás, os produtores brasileiros têm elevado seus níveis de comercialização até o final de junho, que atingiram 71% em 2018 e 58% em 2017.

REUNIÕES - Uma análise sobre as tendências do mercado da soja fez parte das apresentações nas reuniões semestrais mantidas nas últimas semanas pela diretoria da Cocamar com os cooperados, em suas unidades.

CENÁRIO - No dia 10, em Maringá, o vice-presidente de Negócios da cooperativa, José Cícero Aderaldo, destacou que a produção brasileira deste ano, de 123 mil toneladas, deve ficar um pouco abaixo da soma entre as expectativas de consumo interno (46 milhões de t, exportação de 78 milhões e um estoque de 4 milhões de t). Situação parecida ocorre nos Estados Unidos, onde a produção para o período setembro/2019 a agosto/2020 é calculada em 113 milhões de t, para uma demanda de 114 milhões (61 milhões de consumo interno e 53 milhões para exportação e um estoque final de 28 milhões de t0. Em nível global, a produção é estimada em 355 milhões de t, face a um consumo também de 355 milhões de t, mas com um estoque relativamente alto, de 113 milhões de t.

OSCILAÇÃO - Os preços da oleaginosa cederam a partir de 14 de setembro/2018, quando chegaram a R$ 82 a saca, tendo batido em R$ 63,50 no dia 9 de maio e subido um pouco, para R$ 66,50, no último dia 10 de julho, por conta das expectativas em relação à safra norte-americana.

CHINA - Segundo Aderaldo, a China, principal importadora de soja, reduziu suas aquisições no ano passado para 85 milhões de t, contra 94 milhões de t da temporada 2017. A previsão para 2019 é de 87 milhões de t, sendo o Brasil, desde 2013, é o principal fornecedor do país asiático.

NORTE-AMERICANOS - Quanto aos problemas climáticos enfrentados pelos produtores dos EUA na atual safra, 15% da área foram semeados fora do período ideal e as condições das lavouras, segundo os mais recentes relatórios especializados, estão bem abaixo do que se observou no ano passado. Até o dia 9/7, por exemplo, o percentual de lavouras que apresentava condições ideais era de 53%, contra 71% nessa mesma data em 2018. A perspectiva de produtividade é de 134 sacas por alqueire, em média, ante as 140 sacas/alqueire da safra anterior.

PRODUTIVIDADE - O vice-presidente aproveitou para lembrar aos produtores que o aumento da produtividade é o caminho para racionalizar as despesas com a soja.

1) Ele explicou que a adoção de pacote de baixa tecnologia requer um investimento médio de R$ 4.122 por alqueire, para um potencial de produtividade de 100 sacas/alqueire. Nesse caso, o custo corresponde a 59 sacas/alqueire que, se cotadas a R$ 70, representam um ganho de 41 sacas (R$ 2.878 mil).

2) No caso de média tecnologia, com potencial para 125 sacas/alqueire, o desembolso equivale a 74 sacas (R$ 5.176) e um ganho de 51 sacas (R$ 3.574) por alqueire.

3) Mas se o produtor optar por aplicar um pacote de alta tecnologia, com potencial médio para 182 sacas, investirá o correspondente a 97 sacas por alqueire (R$ 6,791) com um ganho de 85 sacas (R$ 5.948) por alqueire, o que, na visão do dirigente, vale mais a pena.