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Pecuarista precisa estar atento à saúde do gado

24.07.2019

Com o fim das vacinações semestrais dos rebanhos bovino e bubalino contra a febre aftosa no Paraná, estado que pode ser declarado, até o final do ano, livre da enfermidade sem a necessidade de imunização, especialistas chamam atenção para o risco de o produtor tornar-se menos rigoroso em relação a outras doenças.

APROVEITAMENTO - Ocorre que ao fechar o rebanho para aplicar a vacina contra a aftosa, nos meses de maio e novembro, os pecuaristas aproveitavam para fazer a prevenção de males como a clostridiose (doença causada por bactérias do gênero Clostridium, normalmente encontrada no intestino dos animais e no ambiente) e o controle de verminoses.

NÃO PODE RELAXAR - O médico-veterinário Pedro Sávio, gerente comercial insumos – grupo pecuária da Cocamar, orienta sobre a necessidade de o produtor continuar fazendo essas imunizações. “O Paraná está conquistando um status sanitário que era almejado há muitos anos e que vai abrir portas para importantes mercados à sua carne”, explica, enfatizando que descuidos nesse momento podem acabar comprometendo a qualidade e a imagem do produto paranaense e trazendo prejuízos.

MANTER CUIDADOS - “O ideal é que sejam mantidos todos os cuidados, e independente do número de cabeças que possua, o produtor permaneça focado em assegurar a qualidade sanitária do rebanho”, acrescenta o gerente.

SURTOS - No Brasil, doenças como a clostridiose estão entre as que mais matam, já que, apesar de poderem ocorrer de forma isolada, o mais comum é que aconteçam em forma de surtos, acometendo vários animais do rebanho. As mais comumente encontradas em gado leiteiro são botulismo, carbúnculo sintomático, gangrena gasosa e as enterotoxemias.

ENTENDER - Devido a sua importância, é fundamental que os profissionais envolvidos com a produção conheçam a fundo os sinais clínicos destas doenças e entendam quais as medidas necessárias para realizar seu controle e prevenção.

PARASITAS - Da mesma forma, animais parasitados apresentam baixo desempenho produtivo durante o ano e, para se ter ideia, verminoses podem reduzir o ganho de peso de 18 a 45 quilos por cabeça.

VERMÍFUGOS - Vermes intestinais podem causar diarreias e causar desidratação e fraqueza, vermes pulmonares podem levam a pneumonias. Já a cisticercose bovina (que pode ser transmitida a seres humanos) não causa problemas diretos à produção animal, mas o impacto é direto no abate: quando detectada na carne, o valor é descontado do pecuarista. A aplicação de vermífugos, regularmente, é a principal arma de combate os esses problemas.

O QUE FAZER - A orientação de Sávio é que o produtor converse com um médico-veterinário na Cocamar. Se a unidade de atendimento não contar com um profissional especializado, ele poderá pedir que seja contatado um um médico-veterinário do entreposto mais próximo.