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Milho deve ter safra recorde no Paraná

29.07.2019

Lavouras de milho de inverno de várias regiões do país, incluindo o Paraná, estão apresentando um bom desempenho na colheita. Dados da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) indicaram na quinta-feira dia 25 que 65% do milho safrinha paranaense já havia sido colhida.

COLHEITA - Na região oeste, a safra já está praticamente terminando; no Noroeste, ao redor de Maringá, faltam 30% para acabar e, no Norte, imediações de Londrina, ainda há 50% da área para colher e o clima está sendo favorável para a operação.

RECORDE - A expectativa, segundo o Deral, é de uma safra recorde no Paraná, com a região oeste atingindo produtividade entre 350 e 370 sacas por alqueire (de 128 e 136 por hectare) e de 230 a 270 sacas por alqueire (entre 84 e 99 sacas por hectare) na região de Londrina. Um panorama bastante diferente da última safrinha 2018 e da safra de soja 2018/19 em que houve baixa produção devido a problemas climáticos.

CIGARRINHA - Se por um lado o fator clima não chegou a atrapalhar, de outro as lavouras foram e continuam sendo atacadas pela cigarrinha-do-milho, uma praga com potencial de causar danos severos à cultura. No entorno de Maringá, o problema é visível em muitas propriedades e as perdas variam de intensidade de um lugar para outro.

UDT - O problema foi debatido durante o Dia de Campo de Inverno promovido em meados deste mês pela Cocamar na sua Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) em Floresta, região de Maringá. Por causa da praga, que danificou as parcelas da UDT, a programação inicialmente planejada para o evento, com a participação de produtores, foi substituída por atividades restritas à equipe técnica da cooperativa e da sua parceira Unicampo.

DANOS - Na manhã de sexta-feira (26), o engenheiro agrônomo Walmir Schneider, da Unidade da Cocamar em Maringá, percorreu lavouras no município e, em pelo menos uma delas, avaliou que os danos devem ser grandes. Nesse local, examinando as plantas, Schneider estimou que a produtividade pode ser reduzida em mais de 80%, prejuízo agravado pela presença de outra praga importante, o pulgão. “É um problema sério e de difícil controle”, diz, explicando que, no caso da cigarrinha, as pulverizações não são suficientes para o controle.

SEIVA - A cigarrinha D. maidis é um inseto de cor branco-palha, podendo apresentar-se levemente acinzentada, com cerca de 0,5 cm, que se alimenta da seiva da planta de milho e realiza postura sob a epiderme da folha, preferencialmente na nervura central de folhas do cartucho da plântula.

ENFEZAMENTO - De acordo com especialistas, a infecção ocorre na plântula de milho em estágios iniciais de desenvolvimento. Microrganismos patogênicos proliferam nos tecidos do floema e a planta apresenta os sintomas do enfezamento apenas na fase de produção. Esse inseto-vetor dos sobrevive apenas no milho e, habitualmente, migra de lavouras com plantas adultas para lavouras com plântulas recém emergidas.