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Vazio Sanitário da soja vai até dia 10 de setembro

05.08.2019

Iniciado no dia 10 de junho, o vazio sanitário da soja vai até 10 de setembro no Paraná. Só no final desse período é que os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura do grão (safra 2019/20).

PROIBIDO - A finalidade do vazio sanitário é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). Nesses 60 dias, não é permitido semear ou manter plantas de soja vivas no campo.

AGRESSIVA - A ferrugem-asiática causa desfolha precoce e impede a completa formação do grão, causando redução na produtividade. A doença foi identificada no Brasil pela primeira vez em 2001 e desde então vem sendo monitorada. De acordo com Rafael Soares, pesquisador da Embrapa Soja, ela é bastante agressiva. “Ela tem a característica de evoluir de forma rápida. Por isso, causa bastante prejuízo na soja. ”

FUNGICIDAS - O manejo da ferrugem-asiática é feito por um conjunto de ferramentas. A aplicação de fungicidas é a principal delas. O escape, que é semear o mais cedo possível, dentro da época recomendada, também é uma maneira de driblar a doença, já que a ocorrência mais severa acontece no fim do ciclo. Além, também, do uso de cultivares mais resistentes.

NO PAÍS - Cada estado do país desenvolve suas instruções normativas para o controle da doença. “No Paraná, o vazio sanitário já ocorre desde 2007. O primeiro estado a adotar essas medidas foi o Mato Grosso, seguido de Goiás, em 2006”, diz. Atualmente apenas o Rio Grande do Sul não segue esse padrão. Isso ocorre por conta do clima frio e geadas, que acabam eliminando naturalmente a soja.

MANEJO - O fungo causador da ferrugem-asiática possui mais de cem hospedeiros nos quais acaba sobrevivendo. Contudo é apenas na soja que ele consegue se reproduzir. Por isso a importância em fazer o manejo correto.

CUSTO - Uma estimativa feita pela Embrapa Soja aponta que o custo médio para o controle da ferrugem-asiática é de aproximadamente US$ 2,8 bilhões por safra. “A necessidade de uso dos fungicidas é uma das principais causas desse valor. Existe uma perda de produtividade também, mas é mais difícil de ser calculada”, afirma.

ADAPAR - A fiscalização do vazio sanitário é feita pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná). “Apesar de a Adapar ser a responsável, não existe condição de fiscalizar todas as propriedades do estado. Afinal, são quase cinco milhões de hectares de soja. Então, depende muito da consciência de cada agricultor. ” Alerta Soares.