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Cocamar planeja ampliar negócios com acordo

15.08.2019

O presidente da Cocamar Divanir Higino destaca pontos positivos e perspectivas para novos negócios após efetivação do acordo

As autoridades do Mercosul e da União Europeia anunciaram, em junho, a conclusão das negociações em torno do Acordo de Associação entre os dois blocos. A decisão foi anunciada após reunião das equipes negociadoras em Bruxelas, na Bélgica. O acordo comercial tem grande potencial para a ampliação das exportações brasileiras, já que se consolida, assim, uma área de livre-comércio composta por mais de 775 milhões de habitantes e US$ 20 trilhões de Produto Interno Bruto unificado.

Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), sobre o setor cooperativista, os ganhos podem chegar a cerca de US$ 70 bilhões na exportação de produtos gerados por cooperativas, com 98% deste valor concentrado no ramo agropecuário, sendo carnes (US$ 12 bilhões, principalmente para carne de frango), açúcar (US$ 9 bilhões) e milho (US$ 4 bilhões) os com mais potencial. As cooperativas produtoras de café, rações, sucos, frutas, especiarias, mel e algodão também serão beneficiadas.

COCAMAR- Para as perspectivas em relação à Cocamar, o presidente Divanir Higino explicou que a cooperativa tem, historicamente, foco no mercado interno, mas estará atenta para aproveitar oportunidades e ampliar seus negócios com o continente europeu, para o qual tem destinado produtos como café e farelo de soja. “Estamos ainda avaliando de que forma a Cocamar pode se beneficiar do acordo Mercosul-UE. Embora tenhamos foco no mercado interno, a crescente demanda internacional por produtos do agronegócio brasileiro nos faz olhar com especial atenção para isso.” Segundo ele, “café e farelo de soja estão no radar, mas há muitos anos nossos cooperados exportam suco de laranja para o mercado solidário internacional, sediado na Europa, e que tende a crescer com a inclusão de novos produtos”.

MERCADO EXTERNO- Sobre o mercado externo, o Presidente declara que o segmento cooperativista se profissionalizou e suas exportações vêm crescendo. “Esse acordo, pelo grande mercado que se abre, vai requerer ainda mais foco e rigor em relação à excelência da qualidade”, disse.

Ainda segundo Divanir, o acordo é um dos maiores e mais importantes, pois, até então, o foco dos países da América do Sul era, principalmente, o mercado asiático. “Com esse acordo surgirão novas oportunidades para a ampliação dos negócios aos países integrantes do Mercosul e aos da União Europeia, beneficiando a ambos. No caso brasileiro, estamos ainda com uma economia muito fechada e essa abertura deve ser comemorada”, concluiu.