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Cocamar incentiva cooperado a produzir trigo

23.08.2019

Produtores de trigo de São Sebastião da Amoreira e municípios vizinhos, no entorno de Londrina, participaram de dois dias de campo promovidos pela Cocamar, que possui ali desde o final de 2017 a sua Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS).

BRANQUEADOR - No dia 13, eles foram reunidos em Santa Cecília do Pavão para a apresentação de duas novas cultivares de trigo branqueador – TBIO Duque e OR Madre Perola. Estes dois materiais juntamente com o TBIO Noble completam o portfólio de cultivares que farão parte do fomento para 2020 do projeto de segregação de trigo por qualidade industrial. “A proposta da cooperativa é agregar valor ao produto do cooperado viabilizando a manutenção da cultura na região”, explica o gerente técnico Rafael Furlanetto. Os municípios, pela sua altitude, têm aptidão para a triticultura, mantida em larga escala como opção para os meses de inverno, em área superior ao milho.

PORTFÓLIO - Na terça-feira dia 20, o dia de campo aconteceu em São Sebastião da Amoreira, como estratégia para fomentar entre os produtores o portfólio de sementes multiplicadas pela UBS e as novas cultivares de trigo recomendadas para a região. Os cooperados acompanharam também as novas tecnologias das empresas parceiras UPL, Syngenta, Bayer, Spraytec, Ihara, Yara, Nufarm, OR Sementes, FMC, Biotrigo, Fundação Meridional e Mosaic.


SUPERIOR - Conforme Furlanetto, esse tipo de trigo branqueador, pela sua coloração, assegura qualidade industrial superior para a produção de farinhas especiais. Em 2018, cooperados que aderiram ao projeto receberam um incentivo de R$ 3,70 a mais no preço, por saca, para o cultivo do produto, além de todos os benefícios que a cooperativa tradicionalmente devolve ao cooperado. Para a próxima safra, Furlanetto destaca que ainda não é possível definir o valor do “plus” em virtude do trigo depender de aferição da qualidade e da comercialização diferenciada, porém “o histórico nos deixa otimistas”, afirma.

QUALIDADE - A colheita de trigo encontra-se ainda em seu início e deve ser concluída em meados do próximo mês. De acordo com o gerente técnico, embora a lavoura tenha sido prejudicada por geada e déficit hídrico, os grãos apresentam boa qualidade porque a colheita vem sendo realizada sem chuvas. “A expectativa é de uma média de produtividade ao redor de 90 sacas por alqueire [37,1 por hectare]”, informa Furlanetto.