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Na expectativa do início do plantio, produtores recebem o Rally Cocamar

08.09.2019

Domingo, 8 de setembro, 34ºC em Maringá.
O calor não foi problema para o Rally Cocamar de Produtividade e tampouco para os animados produtores e produtoras da Comunidade Guerra, uma das maiores e mais importantes da área rural do município. Acompanhado da equipe do programa de televisão RIC Rural, o Rally visitou o Guerra em pleno domingo, dando início às suas atividades na temporada 2019/2020.
Na Associação da comunidade, onde a S-10 branca adesivada com as marcas dos patrocinadores ficou em exposição, a equipe conversou com os produtores e acompanhou a elaboração do almoço beneficente servido a cerca de 300 participantes.
Eles saborearam porco no tacho e frango assado na grelha - pratos preparados com esmero por um grupo de produtores e pelas integrantes do núcleo feminino local -, e falaram sobre as suas expectativas para a safra de soja, cujo plantio estará autorizado a partir de quarta-feira (11), quando termina o vazio sanitário.

Elevar a média

Florisvaldo Oliveira, administrador da Fazenda Modelo, de Vlademir Marcon, contou que o objetivo é elevar a média de produtividade. Para isso, capim braquiária é cultivada em 100% da área durante o inverno e, neste ano, o solo foi corrigido com calcário. São 172 alqueires (416,2 hectares). A previsão é iniciar o plantio por volta do dia 5 do mês que vem. “Nossa média tem ficado ao redor de 130 sacas por alqueire [53,7/hectare], queremos muito mais”, disse Oliveira.
Incentivada pela Cocamar, a braquiária é uma boa prática agrícola porque, entre outros benefícios, sua palhada, protege o solo no verão e inibe o desenvolvimento de ervas de difícil controle, o que reduz o uso de herbicidas.

Testes de sementes

A família de José Carlos Marques Luiz, o Zé Português, e o irmão Walter Marques Luiz, o Tiquinho, fixou-se no Guerra em 1950. Eles cultivam 41,3 alqueires com grãos (100 hectares) e também devem começar o plantio lá pelo dia 5 de outubro, se o tempo ajudar. Segundo Zé Português, todo ano fazem testes com sementes e, na safra seguinte, aplicam as que deram melhores resultados. Um ano pelo outro, colhem entre 140 e 160 sacas por alqueire [57,8 a 66,1/hectare]. Na recente safra de milho de inverno, os Luiz afirmam que esperavam menos: mesmo com a estiagem, a colheita rendeu bem, 262 sacas por alqueire de média [108,2 sacas/hectare], próxima a de anos de clima normal.

Tecnologias

Nos últimos dez anos, a média da propriedade de Sebastião Pitarelli ficou em 142 sacas por alqueire [56,6/hectare); mas, em 5 anos, sobe para 149 sacas/alqueire [61,5/hectare], demonstrando que os investimentos para aumentar a produtividade vêm dando resultado. “Estamos ligados em tecnologias de ponta”, explica o administrador Laércio Oliveira Dias. A braquiária é também cultivada em 100% da propriedade, uma forma de tornar a produção mais sustentável.

ALMOÇO - A Associação da Comunidade Guerra e o núcleo feminino, formado por 14 produtoras, prepararam juntos o almoço beneficente. Eles ficaram responsáveis pelo porco no tacho e o frango assado no espeto com colorau, enquanto elas fizeram arroz, farofa, salada, mandioca cozida e torresmo. A presidente do núcleo, Ilma Nogarote Sgorlon, comentou que o almoço é preparado pelo terceiro ano seguido. Em 2018, a arrecadação deu para atender seis entidades assistenciais, incluindo uma de Mandaguaçu. No total, 35 voluntários participaram do evento.

PRÓXIMAS VIAGENS :
- 9/9, Sertaneja e Rancho Alegre
- 10/9, Floresta
- 12/9, Paranavaí