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Em Floresta, desta vez, ninguém se arrisca a plantar no pó

12.09.2019

Com o fim do vazio sanitário na terça-feira (10/9), o plantio de soja está liberado no norte e noroeste do Paraná, regiões da Cocamar, mas os produtores que costumam mandar as plantadeiras para o campo mais cedo, vão ter que aguardar pelas chuvas que, segundo a meteorologia, devem ocorrer com alguma intensidade em outubro.

À ESPERA - Plantar “no pó”, a esta altura, pode não ser uma boa. O solo seco e a chegada das altas temperaturas em pleno final de inverno estão fazendo com que os produtores deixem o maquinário no galpão. Na terça-feira, os termômetros marcavam 36ºC em Floresta, município a 30km de Maringá, que foi visitado na parte da manhã pela equipe do Rally Cocamar de Produtividade.

“NO CEDO” - No ano passado, exatamente no dia 11/9, o cooperado Flávio Kobata começava a plantar. Ele conta que se acostumou a fazer essa operação mais cedo, logo na abertura do calendário, para encaixar com folga as safras de soja e milho. “Se plantar a soja mais tarde, pode comprometer o milho lá na frente, por causa do frio”, justifica Kobata, que já foi um dos vencedores do Concurso Cocamar de Produtividade em 2013.

SOLO - Há anos Kobata, que é assistido pelo engenheiro agrônomo Cristiano Pan, da Cocamar, vem realizando investimentos no solo para ampliar seus níveis de produtividade. Ele trabalha com a meta de chegar a 200 sacas de soja por alqueire [82,6 sacas/hectare] e 400 de milho [165,2/hectare]. Essas marcas Kobata conta que já alcançou em alguns pontos isolados de suas terras, em anos de clima favorável.

COMPENSA - Segundo o produtor, investir na estruturação do solo vale a pena. Na última safra (2018/19), em que a estiagem atingiu em cheio a soja, causando uma redução de 40% na produtividade na região da cooperativa, ele ainda conseguiu colher 100 sacas por alqueire [41,3/hectare). “Terra bem tratada, aguenta melhor o tranco”, afirma, explicando que, entre outras iniciativas, faz adubação diferenciada a partir de análise de solo e também o tratamento de sementes para controle do nematoide. Assim, quando o tempo não atrapalha, sua média pode ir além de 150 sacas por alqueire [61,9 sacas/hectare].

TRÊS CULTIVOS - O produtor Ricardo Dolfini também planta cedo e por causa disso, na atual temporada, ele está fazendo três safras: depois da soja, implantou o milho, que foi colhido no final de maio. Como o plantio da nova safra de soja só ocorre a partir deste mês de setembro, ele aproveitou a janela para cultivar aveia com o objetivo de forrar o solo de palha. “Neste ano, como muita gente plantou milho mais cedo, a aveia ganhou espaço no município de Floresta, ocupando as terras durante uns 100 dias”, comenta o agrônomo Cristiano Pan. Com isso, entre outros benefícios, as ervas daninhas vicejam menos e a aplicação de herbicidas é menor.

NÚMEROS - No caso de Ricardo, que tem 71 anos e conta com o envolvimento dos filhos Humberto e Ricardo Júnior, foi aplicado calcário após a colheita de milho, para corrigir o solo. “Minha expectativa é plantar depois do dia 25 de setembro”, diz o produtor, que colhe em média 140 sacas de soja por alqueire [57,8/hectare] e 340 sacas de milho por alqueire [140,4 sacas/hectare].

O RALLY – Iniciado no dia 8/9, o Rally Cocamar de Produtividade tem o objetivo de valorizar as boas práticas agrícolas e segue até abril/2020. Patrocinam a realização: Zacarias Chevrolet, Basf, Spraytec e Sicredi União PR/SP, Sancor Seguros, Texaco Lubrificantes, Cocamar TRR, Elanco e Altofós Suplemento Mineral Cocamar, com o apoio da Aprasoja/PR, Cesb e Unicampo.

ACOMPANHANDO - Nas visitas aos produtores de Floresta, o Rally foi acompanhado pelo engenheiro agrônomo Cristiano Pan, da unidade local da Cocamar, e o gerente da Sicredi União PR/SP na cidade, Eroncley Mário Domingues.