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Chuvas quebram o ritmo da colheita

27.02.2020

As chuvas ocorridas na terça-feira, feriado de carnaval, e na quarta-feira de cinzas, paralisaram as entregas de soja nas unidades da Cocamar, no momento em que a colheita da safra atingia o seu auge.

Na segunda-feira, centenas de carretas e caminhões carregados de soja, oriundos de dezenas de municípios, lotavam o pátio de triagem da cooperativa em Maringá. O movimento diminuiu na terça-feira, em razão do feriado, e foi ainda menor na quarta-feira, por causa do dia chuvoso.

TRANSBORDO - Os veículos são utilizados para o transbordo de soja entregues pelos produtores das unidades operacionais, nas regiões, até o complexo graneleiro, no parque industrial. A previsão da Cocamar é receber, neste ano, 1,8 milhão de toneladas do produto. O maior volume da colheita se concentra da segunda quinzena de fevereiro ao final da primeira quinzena de março, período em que, não raro, as quantidades depositadas na soma geral das unidades passam de 50 mil toneladas por dia, já tendo chegado a 69 mil em 2018, conforme ilustra Ezequiel Scopel, gerente de Logística Integrada.

MOTORISTAS - Enquanto houver máquinas colhendo, é garantia de serviço para um grande número de caminhoneiros. Caso de Augusto Elizandre, 51 anos, morador em Doutor Camargo, a 30km de Maringá. Desde 1987, quando comprou seu veículo com capacidade para transportar 41 toneladas, Elizandre presta serviços para a Cocamar. “Já fui agricultor, mas é com a carreta que mantenho a minha casa”, afirma. Ele faz, em média, duas viagens por dia e dá preferência a deslocamentos mais curtos para poder estar por perto e cuidar da família.

O motorista Luiz Carlos da Silva, 56, residente em Paranacity, a 100km, faz transbordo há cerca de 20 anos para a cooperativa, nos períodos de safra. Ele carrega 32 toneladas de grãos a cada viagem, com média de uma por dia. Depois disso, durante a maior parte do ano, Silva transporta mercadorias para qualquer lugar do país. “Pra onde me mandarem, eu vou.”

COLHEITA - Segundo o Departamento Técnico da cooperativa, 22,9% das lavouras estavam colhidas até a última segunda-feira no norte e noroeste do Paraná, percentual que chegava a 10,9% no oeste paulista e a 9,8% no sul do Mato Grosso do Sul.

Na soma geral, 21% da área cultivada já haviam sido colhidos e 23% estavam em pré-colheita. A maior parte das lavouras, 30,6%, se encontrava ainda em maturação, 22,9% em período de granação e 2,4% em florescimento.