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Gado ganha peso com ILP no noroeste do Paraná

05.06.2020

A seca dos últimos meses castigou as pastagens e tirou o sono dos pecuaristas, principalmente na região noroeste do Paraná, de solo arenoso e mais suscetível ao déficit hídrico.

Os pastos, que naturalmente param de crescer durante os meses frios, se esgotaram diante da falta de chuvas. Com isso o gado perdeu peso, obrigando o produtor a fornecer ração e suplementação.

No entanto, há dois cenários distintos: mesmo nesta época de vacas magras, quem faz integração lavoura-pecuária (ILP) não tem muito com o que se preocupar.

FORA DA CURVA - O agropecuarista Gérson Bortoli, da região de Umuarama, adotou a ILP em 2004 e, ao longo dos anos, ele não apenas tem sobra de pasto - como se vê atualmente -, como vem engordando a boiada. Bortoli mantém 250 cabeças em 120 hectares, média de 2 por hectare, o triplo em comparação à realidade regional.

O gado se alimenta basicamente de capim braquiária que foi semeado com milheto após a colheita da soja, em março. Segundo o produtor, a seca segurou o crescimento da braquiária, que agora está rebrotando bem com as últimas chuvas. Sua expectativa é que o animais engordem ao menos 1 quilo por dia durante os cerca de 100 dias de pastejo. O rebanho completa o ciclo aos 24 e 28 meses de idade; entra magro, com 14 arrobas, e sai pesando 19, um pelo outro.

UM CONTRASTE - Bortoli vive as duas situações: a da tranquilidade trazida pela ILP em uma fazenda, e a da preocupação em outra propriedade onde ainda não faz integração. “Nessa outra, tenho que entrar com ração e sal proteinado senão o gado não aguenta, pois o pasto acabou”, diz.

Em agosto, as pastagens são dessecadas para o plantio direto da soja, que começa em setembro. A palhada que protege a superfície do sol forte no verão, garante umidade por mais tempo e impede o surgimento de ervas daninhas.

SOJA - Além de ser uma referência como pecuarista, Gérson Bortoli se destaca ainda como um agricultor diferenciado na região por suas boas médias de produtividade, o que credita aos benefícios trazidos ao solo pelo sistema integrado. Na última safra de verão (2019/20), ele colheu 53,7 sacas de soja por hectare, ante 41,3 sacas/hectare de média regional.


Sobre a Cocamar

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial é, desde meados da década de 1990, uma das principais incentivadoras do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no país. Nas regiões onde atua – norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul – há pelo menos 200 mil hectares mantidos com formatos integrados.