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Com ILPF, produtor tem pastagem de sobra

17.06.2020

Este tem sido um ano difícil para os pecuaristas da região noroeste do Paraná. O longo período de seca, no primeiro semestre, reduziu quase a zero as pastagens, as quais, com a chegada do frio, e mesmo após as recentes chuvas, não se desenvolvem.

Nem todos os produtores, no entanto, enfrentam a mesma situação. A diferença é visível entre os que se mantêm tradicionalmente na atividade pecuária, com técnicas ultrapassadas, e os que adotam o moderno sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Enquanto aqueles estão se vendo em dificuldades para alimentar o gado – que passa fome e perde peso nesta época do ano – os adeptos da ILPF se mostram tranquilos, como se pode ver no município de Presidente Castelo Branco, a 30km de Maringá.

O produtor José Rogério Volpato, especializado na produção de soja e milho, começou em 2016 a fazer ILPF. Segundo ele, a pecuária é uma forma de gerar rentabilidade na entressafra da soja e, ao mesmo tempo, ajudar na estruturação do solo, a partir do cultivo do capim braquiária.

GADO ENGORDANDO - Diferente dos pastos comuns da região – grande parte deles em estágios de degradação – a braquiária sofreu menos com a falta de chuvas nos últimos meses, permitindo a Volpato colocar 120 cabeças de novilhos precoces que estão engordando 600 gramas por dia, em média, exclusivamente a pasto.

“Eu poderia ter aqui umas 200 cabeças”, garante o produtor, explicando que além de a braquiária estar sobrando, ele ainda vai destinar ao gado uma área de milho que não se desenvolveu devido a estiagem. Volpato explica que só não colocou mais cabeças por causa, principalmente, do alto custo de reposição do rebanho, que subiu cerca de 40% de um ano para cá.