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Giromilho: Produtor de Apucarana bate recorde

09.07.2020

Uma família cooperativista que vem alcançando altas produtividades de milho com o uso de técnicas modernas e sustentáveis. Isto resume o primeiro dia do Projeto Giromilho Cocamar 2020, iniciado na terça-feira (7/7) com uma visita ao município de Apucarana, norte do estado.

Patrocinado pela parceira Pioneer, com o apoio da concessionária Zacarias Chevrolet, o Giromilho tem o objetivo de conhecer o trabalho de produtores que, com suas práticas e o emprego das melhores tecnologias, contribuem para o desenvolvimento da cultura na região da cooperativa.

MELHOR QUE O ESPERADO - “Estamos conseguindo o nosso recorde”, afirmou o produtor Evaldo Bovo. A colheita foi iniciada na segunda-feira (6/7) e ele estima completar os 774,4 hectares (320 alqueires) de áreas cultivadas em pouco mais de um mês. No dia 7, foi colhido um lote de 41 hectares e a expectativa era atingir 144,6 sacas/hectare (350 por alqueire). Ao final dos trabalhos, entretanto, o resultado foi ainda melhor: 163,9 sacas por hectare (396,8/alqueire), muito além em comparação à média dos produtores da região de Apucarana, que é de 90 sacas por hectare (220/alqueire).

Os números da família Bovo impressionam porque a safra de milho de inverno foi marcada por irregularidade climática. Segundo o produtor, por 30 dias, de 13 de abril a 13 de maio, período crítico para a lavoura, não choveu. A produtividade poderia ter sido maior, mas Evaldo não tem do que se queixar. “O que estamos conseguindo é fruto de um trabalho de longo prazo, investimos muito em análises de solo e há 15 anos fazemos calagem, adubação conforme o recomendado e selecionamos os híbridos mais adequados para a nossa região”, comenta.

Cooperado 100% Cocamar, Bovo diz que ser fundamental que o produtor se mantenha bem informado sobre as melhores tecnologias: “tem que estar atento a tudo, há muita informação e novidades que ajudam o produtor a evoluir.”

ESTABILIDADE - Para o engenheiro agrônomo Danilo Lomba, da unidade da cooperativa em Apucarana, a família Bovo é uma referência regional. “O investimento na qualidade do solo, aliado a outras práticas, como a boa condução da lavoura, têm possibilitado a estabilidade da produção em patamares acima dos padrões regionais”, diz, lembrando que na última safra de soja, a média de produtividade da família ficou acima de 90 sacas por hectare (215/alqueire).

Também acompanhando a visita, o engenheiro agrônomo Clessiano Barba, da Pioneer, destacou que anos como este, de déficit hídrico, diferenciam ainda mais os produtores que mantêm um manejo equilibrado e investem em uma genética de sementes mais refinada, com padrão de espigas, expressando com isso um elevado potencial produtivo. “O milho vem trazendo boa rentabilidade e é importante, também, que seja trabalhado dentro da janela para a nossa região”, completa.


Aveia reforça a

cobertura do solo

Para garantir um bom plantio direto na safra de verão – e na sustentabilidade do sistema - , a família Bovo faz a semeadura de aveia preta para a forragem do solo logo após a colheita do milho e, na mesma operação, antecipa a adubação da soja.

De acordo com o engenheiro agrônomo Danilo Lomba, da Cocamar, além de inibir o surgimento de ervas até o período de semear a soja, previsto para o final de setembro, a aveia possibilita uma intensa palhada para reforçar a cobertura deixada pelo milho.