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O milho agora é safra cheia

14.07.2020

Aos 38 anos, o produtor Anderson Rufato é uma referência para outros agricultores de sua região, a Gleba Pinguim, localizada na transição dos municípios de Maringá e Floresta. Adotando as melhores tecnologias em suas lavouras de soja e milho, ele segue as recomendações agronômicas da Cocamar e seu objetivo é elevar cada vez mais as médias de produtividade.

“Eu trabalho para explorar todo o potencial produtivo das lavouras e quando chega a hora da colheita, fico ansioso, quero colher muito”, diz Rufato, que na tarde de sexta-feira (10) foi visitado pelo projeto Giromilho Cocamar. Com a proposta de identificar produtores que, com suas práticas, contribuem para o desenvolvimento da cultura, o Giromilho é patrocinado pela Pioneer e tem o apoio da concessionária Zacarias Chevrolet.

O pai de Anderson, Luiz, de 63 anos, nascido na propriedade e criado no meio do café, conta que viu a chegada da soja em 1975 após a geada negra que acabou com os cafezais. Luiz acompanhou a consolidação da oleaginosa e garante, empolgado, que o milho de inverno, graças aos avanços tecnológicos, seguiu o mesmo caminho: “Parece uma safra de verão, já é uma cultura tão rentável quanto a soja”.

“Não se fala mais em safrinha, o milho agora é safra”, cita o filho Anderson, observando que neste ano a rentabilidade do cereal vai ficar muito próxima da oleaginosa. “Quem cuida do solo e investe em tecnologias, só tem a crescer e ainda mais num ano como este, de preço bom”, acrescenta, explicando que não deixa de fazer análise de solo, corrigir e adubar conforme o recomendado, está sempre conversando com o técnico da Cocamar sobre materiais mais produtivos, vai a dias de campo e busca informações na internet. “Estamos conseguindo aumentar a produtividade, o potencial é grande”, pontua, dizendo estar acontecendo uma evolução entre os demais produtores. “Muitos daqueles que não investiam já entenderam que o único caminho é esse.”

Na safra de verão 2019/20, sua média de produtividade de soja foi de 66 sacas por hectare (o equivalente a 160 por alqueire) e a previsão para o milho é de pelo menos 103 sacas/hectare (250 por alqueire). O plantio ocorreu no período de 15 de fevereiro a 5 de março e, para travar a maior parte dos custos, ele fez contrato na cooperativa de 3 mil sacas a R$ 40.

Anderson lembra que desde pequeno sonhava seguir a profissão dos avós e do pai, “mas queria ir além, ser um produtor diferenciado, de referência na região, para incentivar outros produtores a evoluírem”. Sonhava também ser engenheiro agrônomo e, há algum tempo, aproveitando as facilidades oferecidas pela internet, começou a fazer o curso em horário noturno, à distância.

O atendimento ao produtor é prestado pelo engenheiro agrônomo Marcos Paulo de Oliveira, o Marquinho, da unidade Maringá da Cocamar. Segundo ele, o capricho e o ajuste fino é que levam o produtor a conseguir um padrão diferenciado de lavoura, como a de Anderson Rufato: “Ele se preocupa com a qualidade da base, realiza o mapeamento com a análise de solo, fez fosfatagem, o plantio e a colheita somente quando há umidades adequadas, enfim, ele acredita e confia nas nossas recomendações”.

Marquinho comenta que os bons resultados obtidos pela família Rufato influenciam outros, da região, fazendo com que eles se movimentem para buscar novas tecnologias e melhorar os seus negócios. “Os custos não param de subir e quem não consegue aumentar a produtividade, fica para trás”.

O representante comercial Leonel Guedes, da Pioneer, lembra que além da preocupação com o solo, da boa plantabilidade e dos cuidados operacionais, é fundamental a escolha de híbridos que correspondam às expectativas. E finaliza: “Mesmo com a estiagem dos últimos meses, a lavoura de Anderson Rufato apresenta um bom potencial produtivo e, ao mesmo tempo, tolerância ao complexo de enfezamento ocasionado pela cigarrinha do milho.”