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Milho deve expandir-se nos próximos anos

07.08.2020

A boa produção que vem sendo obtida neste ano, somada à rentabilidade, deve impulsionar ainda mais a cultura do milho, hoje a segunda lavoura mais importante no país, depois da soja.

No Paraná, onde a colheita está em pleno andamento, os produtores se beneficiam da atual fase de preços, considerada histórica.

O milho vem avançando até mesmo em municípios de clima mais ameno por causa da altitude, caso de Apucarana, onde o trigo, tradicionalmente, ocupa grandes espaços no inverno. Foi o que constatou o Giromilho Cocamar na terça-feira (4/8). A realização conta com o patrocínio da empresa Pioneer e o apoio da concessionária Zacarias Chevrolet.

VOLTANDO A CULTIVAR - Na propriedade da família Suguiura, tradicional produtora de soja e trigo, o milho voltou a ser plantado depois de dez anos e, se depender dos proprietários, a cultura, mantida com técnicas e híbridos adequados, veio para ficar.

“Nós nunca esperávamos ter um milho assim, nessa qualidade”, afirmou a produtora Keiko, ao lado do marido Tiezo. Segundo ela, depois que os agrônomos da cooperativa e da Pioneer orientaram, eles ficaram animados e estão vendo que valeu a pena apostar. “No ano que vem estamos pensando em ampliar a área, estamos satisfeitos com a orientação técnica, pois a gente não sabia nada de milho.”

PRODUZIR O MÁXIMO POSSÍVEL - O engenheiro agrônomo da Cocamar, Gustavo Emori, que presta orientação técnica aos Suguiura, relatou que a família investe em correção e manutenção da fertilidade do solo e na escolha de bons materiais. “Sempre que eles vão plantar alguma cultura, pensam em produzir o máximo possível.” Por experiência, acompanhando as outras áreas da região, sua expectativa é de uma produtividade acima de 125 sacas por hectare, para uma média regional, nos últimos anos, de 95 sacas.

Na visão de Emori, a previsão é de crescimento da cultura de milho no inverno nos próximos anos, na região. “Com certeza, a região vai aumentar a área. O milho entra como importante alternativa como rotação de cultura no inverno, ficando a soja como cultura principal do verão e rotacionando entre milho e trigo, quebrando assim o ciclo de pragas e doenças presentes nessas culturas”.

INVESTIR - Os Suguiura afirmaram que, se quiser ter retorno, o produtor não pode ter receio de investir. “Se você pensar não vai fazer isso porque precisa desembolsar, tem que esquecer. Você não faz nada com medo. De primeiro a gente tinha medo de investir, com a preocupação de não ter retorno. Mas entendemos que ao investir, estávamos lucrando mais, compensava”, disse dona Keiko.

De acordo com o agrônomo Clessiano Barba, da Pioneer, o investimento em tecnologias é indispensável para o sucesso da atividade. “A gente vem percebendo que a cada ano o produtor vem apostando mais na safrinha e tendo resultados, vem investindo mais em tecnologia e este ano recompensou muito quem trabalha com esse diferencial. “Vemos perfeitamente nas lavouras que tiveram um investimento maior, e onde também o produtor fez um manejo mais adequado, que a produtividade está sendo bem maior do que a esperada, ou seja, está havendo mais rentabilidade.”