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Sorgo garante rentabilidade

02.09.2020

Incentivado pela Cocamar como mais uma opção para o período de inverno, o cultivo de sorgo granífero vai ganhando espaço em regiões atendidas pela cooperativa, no Paraná, que adquire toda a produção e a envia para sua indústria de rações em Maringá.

A colheita está sendo realizada e os resultados animadores indicam que o cultivo dessa variedade de sorgo pode crescer bastante nos próximos anos.

Porecatu - Com um histórico de pouco êxito na cultura do milho – mais sensível ao solo arenoso, ao clima quente e aos veranicos que são comuns durante o outono/inverno - o produtor Valdir Antônio Bianchini, de Porecatu, norte do estado, semeou toda a sua área de 108,9 hectares com o grão, depois de ser estimulado pela Cocamar. A cooperativa forneceu as sementes e demais insumos, prestou orientação técnica e garantiu a compra da safra, cotada no final de março, quando implantou a lavoura, à proporção de 70% em relação ao preço do milho.

Preço histórico - Na última sexta-feira (28/8), enquanto avançava na colheita, Bianchini via, satisfeito, que a cotação do grão chegava a 90% na comparação com o milho (um dos mais remuneradores em muitos anos). A saca de 60 quilos de sorgo era de R$ 46,50 e a do cereal R$ 58,50, valores históricos.

Produtividade boa - De acordo com o engenheiro agrônomo Elton Oliveira da Silva, da unidade da Cocamar em Porecatu, o ciclo da cultura é de 120 dias aproximadamente e no caso do produtor Bianchini, a produtividade variou de 50,4 a 66,9 sacas por hectare.

Cultura rústica - O investimento em adubação e controle de pragas e doenças é praticamente o mesmo em comparação ao milho, com a diferença de que o sorgo não sofre o ataque da cigarrinha, um problema dos mais preocupantes no cultivo do cereal. Por outro lado, as sementes custam pouco mais de um terço em comparação às do milho. “O sorgo é uma cultura mais rústica, que suporta melhor as condições de um ambiente que não seriam tão favoráveis ao milho”, afirma o agrônomo.

Dessecar - Ele explica também que na colheita – feita com a mesma plataforma usada na soja – as plantas de sorgo são cortadas e como ainda estão verdes, irão rebrotar naturalmente, devendo após isso – e 30 dias antes da semeadura da soja - o produtor fazer a dessecação com glifosato.

Interesse - Segundo Silva, ao verem os resultados, vários produtores da região estão demonstrando interesse pela cultura, especialmente aqueles que não pretendem insistir no milho ou os que extrapolam a janela de plantio e, com sorgo, conseguem viabilizar assim uma segunda safra que, neste ano, está oferecendo boa rentabilidade.

Números - A área técnica da Cocamar informa que neste ano, por ser ainda um projeto piloto da cooperativa, a área com sorgo somou cerca de 850 hectares na região de Porecatu. O produto está sendo recebido na unidade operacional de Florestópolis, mas também há volumes sendo entregues nas estruturas da cooperativa em São Jorge do Ivaí e Iporã por outros produtores que se interessaram pela cultura.