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O desafio de produzir em relevo ondulado

06.11.2020

Cultivar em uma região de relevo ondulado não é para qualquer produtor. As limitações do terreno restringem a operação com máquinas e é preciso saber fazer isso sem danificar o solo, para não desencadear a erosão.

Os altos e baixos na paisagem são uma característica em Abatiá, município do norte do estado, a 124 quilômetros de Londrina, o que não impede o trabalho do casal José Carneiro, de 75 anos, e Rosângela Rodrigues de Jesus, a Rose, de 50. Cuidando pessoalmente de cada detalhe da fazenda, eles cultivam 1,258 hectares de lavouras de grãos – soja no verão e milho no inverno – e há também 363 hectares de pastagens, onde estão alojadas 530 matrizes nelore.

O Rally Cocamar de Produtividade foi até lá para conhecer a fazenda e também o dia a dia da produtora Rose, que está nessa lida desde 2002. Casados em 1998, eles têm uma filha de 18 anos e residem em Cornélio Procópio, a 56 quilômetros. Todos os dias se deslocam até a propriedade, onde chegam cedo e só retornam à noite.

Com graduação em comércio exterior, Rose diz se realizar mesmo é no campo, onde participa das decisões e está à frente de uma equipe de dez funcionários. “A gente sabe o quanto é mais difícil um relevo como esse, mas, na medida do possível, estamos dando conta do recado”, afirma a produtora.

A soja eles cultivam desde 2002 e atualmente são assistidos nessa lavoura pelo engenheiro agrônomo Douglas Cibotto, da unidade da Cocamar em Nova Fátima. Na safra 2019/20, colhida no início deste ano, a média foi de 62,8 sacas por hectare, considerada satisfatória. “Nosso maior desafio é justamente cultivar o relevo acidentado”, diz Rose, lembrando que nem todas as máquinas e implementos se adaptam às condições oferecidas pelo terreno.