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Cocamar investe em Biomassa para cogeração

21.01.2021

Desde 2009 a Cocamar conta com uma unidade de cogeração de energia elétrica em seu parque industrial em Maringá, que tem capacidade para 13 MW e atende toda a demanda de energia das indústrias (equivalente a de uma cidade com aproximadamente 40 mil residências populares). Para isso, é feita a queima de biomassa (cavacos de eucalipto) na caldeira industrial, conforme explica o gerente de suprimentos e distribuição de insumos da cooperativa, Rusti Federle. O vapor de alta pressão aciona a turbina/gerador para produzir energia elétrica e vapor para as indústrias.

Áreas próprias - Federle cita que 10% das necessidades de biomassa são supridas com a produção em áreas próprias que totalizam 800 hectares de eucaliptos, distribuídos em municípios no entorno de Maringá. São 96 hectares em Alto Paraná, 156 em Nova Esperança, 440 em Presidente Castelo Branco e 108 em São Jorge do Ivaí, onde, na soma geral, a produção é de 330 mil toneladas de madeira verde a cada sete anos (o ciclo de corte do eucalipto), usadas como cavaco para alimentação das caldeiras industriais.

Secagem - Ao mesmo tempo, são adquiridas toras de 1 metro de eucalipto para secagem de grãos - soja, milho e trigo. “Nossa necessidade total corresponde à extração mensal de madeira de uma área equivalente a 72 hectares”, calcula o gerente. Os 90% restantes do consumo de biomassa são comprados no mercado.

Estratégico - Para atender sua demanda de consumo de biomassa, a cooperativa iniciou em 2020 o arrendamento e o fomento de áreas de eucalipto. Nesse ano, foram arrendados 838 hectares que deverão produzir 346 mil toneladas de madeira verde após sete anos. Federle informa que a meta é arrendar 1,3 mil hectares/ano para atender o aumento de consumo previsto para os próximos anos, totalizando uma produção de 537 mil toneladas de madeira verde após sete anos. “É estratégico, não podemos depender do mercado”, explica o gerente.

Compradas de cooperados - Já as toras de madeira de um metro, de eucalipto, já são, há muito tempo, compradas dos cooperados, na média de 60 a 80 mil toneladas/ano. O eucalipto é cultivado em áreas onde não é possível produzir grãos. De acordo com Federle, 100% da necessidade de madeira para secagem de grãos é atendida dessa forma.

Alternativa - como o eucalipto precisa de sete anos para receber o primeiro corte, a cooperativa estuda alternativas mais rápidas para incluir no processo. “Estamos fazendo um projeto piloto com o sorgo gigante boliviano para termos uma opção de biomassa com produção em menor tempo”, informa o gerente da Cocamar.