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Pulverização com drone é prática vantajosa

01.02.2021

A aplicação de produtos químicos com drone deve se tornar comum, nos próximos anos, em várias regiões. Interessada em difundir esse modelo de pulverização junto aos produtores cooperados, a Cocamar promoveu uma demonstração prática nos dias 27 e 28 de Janeiro em duas propriedades no entorno de Maringá (PR).

Oferecer -Acompanhando a operação, o gerente técnico Rafael Furlanetto explica que a cooperativa pretende passar a oferecer esse serviço depois de validado pelo Departamento Técnico.

Vantajoso - “Dependendo da localização e do tamanho da propriedade, o emprego de drone é vantajoso em comparação ao uso e máquinas e pulverização aérea”, observa Furlanetto.

Sem deriva - Uma das aplicações, para a prevenção de doenças de final de ciclo, foi realizada em um lote de 11 hectares do cooperado Luiz Alberto Palaro, próximo à área urbana em Floresta. De acordo com o produtor, o drone traz praticidade, pois a pulverização – feita a 2 metros de altura em relação à lavoura - não causa deriva. Em um lugar assim, a pulverização aérea seria inviável.

Sem danos - Mas não é só: “A soja está muito alta e o uso do pulverizador iria danificar as plantas”, afirma o produtor, lembrando ainda que o solo encharcado dificultaria a operação. A passagem do pulverizador provocaria, ainda, o amassamento das plantas pelos pneus, havendo a perda de pelo menos meio saco de soja por hectare, conforme avalia Palaro.

Custo - O operador do drone, Carlos Alberto dos Santos, explica que o equipamento, já abastecido com o produto, pesa 25kg e tem capacidade para 10 litros. O custo para contratar o serviço é de R$ 100 por hectare e, nesta área, a pulverização não demora mais do que 7 minutos, aplicando uma calda de 10 litros/hectare.

Precisão - Segundo Santos, em outro tipo de operação, destinada à agricultura de precisão, um outro drone faz a leitura das áreas e a aplicação, a seguir, é feita somente nas áreas afetadas, economizando no uso de produtos.

A empresa - Contratada pela Cocamar para a demonstração, a Experimental Agrícola, sediada em Lavras (MG), possui 43 equipamentos em operação pelo país e, nos últimos anos, tem atendido principalmente companhias multinacionais. “A demanda de produtores ainda é pequena, mas o potencial de crescimento é grande”, conclui o operador.