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Crescer e abrir espaço para os filhos

03.03.2021

“Levamos uma vida inteira para chegar aos 1.250 hectares entre terras próprias e arrendadas no Paraná e com o programa da Cocamar no Pontal do Paranapanema, apenas de um ano para outro ampliamos em mais 1.250 hectares”, afirma o produtor Odair Favali, de Cambé, município da região de Londrina. Ele é um dos 100 parceiros da cooperativa, que arrendou terras junto a três usinas para fazer a reforma dos canaviais.

Capricho - As terras que Odair, o irmão Sérgio e a irmã Luzia cultivam em território paulista (com o apoio de Luis Fernando, filho do primeiro, e Ronaldo, do segundo) são mantidas com o mesmo capricho que fazem deles produtores diferenciados em sua região, onde a produtividade da soja varia entre 65 a 70 sacas por hectare. “No Pontal, as expectativas são muito boas”, observa Odair, estimando a média entre 60 e 50 sacas/hectare.

Dobrou de tamanho - “Sempre procuramos trabalhar com uma visão futurista, sem medo de investir em tecnologias”, comenta o produtor, lembrando que a família tem origem modesta e, ao longo dos anos, trabalhando com união e empreendedorismo, conseguiu crescer na atividade. “Queremos crescer sempre. Quando a Cocamar apareceu com o convite para plantarmos no Pontal, não pensamos duas vezes, a gente simplesmente dobrou de tamanho.”

Ônibus - Os Favali ficaram tão empolgados que, para facilitar em seus deslocamentos e acomodação no estado de São Paulo, onde os lotes são fragmentados em diversos municípios, investiram na compra de um ônibus, cujo interior foi adaptado com camas, armários, banheiro e cozinha. “É confortável e tem ar condicionado, é como levar a casa até a roça”, sorri Odair.

Crescimento - Para o cooperado Ademir Barbero e os filhos Renato e Edson, de Maringá, o Pontal abre perspectiva para os filhos. São 130 hectares no Paraná, “pouca terra”, frisa Ademir. Em São Paulo, eles tocam 447, mais que o triplo. Segundo Renato, o desafio no início foi preparar as terras para o plantio, “rodamos 24 horas sem parar”. Depois, ainda desconfiados, o que eles mais queriam era ver a soja nascer e se desenvolver. “Tudo está valendo a pena”, comenta o irmão Edson, satisfeito com a lavoura, mesmo com aquele solo arenoso (que apresenta apenas 10% de teor de argila) e o clima quente. “Se não tivesse seguro, dificilmente a gente se arriscaria”, admite.

História - Aos 67 anos, tudo é novo para Ademir, que lembra ter visto a soja chegar à região de Maringá, onde, nos primeiros anos, seus familiares plantavam o grão com matraca e colhiam no facão. Agora a soja está chegando por suas mãos a uma nova região. “Hoje a coisa é muito diferente, moderna. Em outros tempos, a gente nunca que pensava em plantar no Pontal. Agora – completa - é a esperança de um futuro melhor.”