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Programa Cultivar completa 15 anos

23.03.2021

Voltado para a inclusão de pessoas com deficiência intelectual e a preservação do meio ambiente, o Programa Cultivar, mantido pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial em parceria com a Apae (Associação dos Amigos dos Excepcionais de Maringá), completou 15 anos nesta segunda-feira (22/3).

Espécies nativas - Com dois viveiros instalados nas estruturas da Apae em Maringá e Rolândia, no Paraná, a iniciativa consiste da produção de mudas de espécies nativas, por parte dos alunos da entidade, que são doadas a produtores rurais cooperados para recomposição de áreas de preservação permanente.

Florestas - Em 15 anos foram distribuídas mais de 1 milhão de mudas que ajudaram na formação de florestas nos estados do Paraná e São Paulo. No final de 2019, por exemplo, em parceria com uma rede de supermercados, 15 mil unidades foram destinadas ao plantio de áreas florestais na região oeste paulista.

Licença remunerada - Com a pandemia do novo coronavírus, os 36 alunos participantes, que são contratados como colaboradores da cooperativa, permanecem em suas casas, beneficiados por licença remunerada. Mas os dois viveiros são mantidos em atividade, com expediente normal.

Inovação - “Equilibrar o social, o ambiental e o econômico é um desafio e a Cocamar está conseguindo fazer isso com iniciativas inovadoras como o Cultivar”, destaca a analista de sustentabilidade da cooperativa, Sabrina Ambrósio, ressaltando que o slogan da realização diz tudo: “Produzindo florestas com mãos especiais”.

Premiações - Por seus diferenciais, o Cultivar já recebeu uma série de reconhecimentos importantes, inclusive em nível nacional.

Depoimentos - “Eu me realizo como profissional”, afirma Maria Rosimeire dos Santos, instrutora em Maringá, a respeito da atividade que exerce desde 2016. “Aqui eu me encontrei como ser humano, aprendi a ver a vida com outros olhos, não consigo me imaginar fazendo outra coisa”, diz.

Para Jaqueline Almagro Xander, uma das alunas, além do trabalho ser agradável, ela tem um salário que lhe possibilita comprar as suas coisas. “Não sei o que seria de mim sem o viveiro.”

O ganho mensal é também um motivo de tranquilidade para o aluno João Luiz Guimarães, participante desde 2011. “Fiquei mais calmo e ajudo em casa com o meu salário.”