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Grande parte do milho 2ª safra já está semeada

26.03.2021

Com a colheita de soja encerrada ou caminhando para o fim em praticamente todas as regiões de atuação da Cocamar, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, os produtores trabalham neste momento para concluir a semeadura do milho, a sua segunda safra no ano.

Avançando - Números do departamento técnico da cooperativa apontam que cerca de 75% das lavouras já estão semeadas, ou aproximadamente 390 mil hectares. A previsão é chegar a 563 mil.

Prazo final - “Na maior parte das regiões, o prazo final é 31 de março, quarta-feira da próxima semana”, comenta o gerente técnico Rafael Furlanetto.

Virou a chave - “Aqui a gente já virou a chave para o milho”, cita o produtor Agnaldo Campagnolli, que cultiva em Itambé, Floresta e outros municípios ao redor de Maringá. “Temos o milho em diferentes estágios”, acrescenta ele, lembrando que o clima vem favorecendo o desenvolvimento inicial da cultura.

Cigarrinha – Fatores como o atraso para o início do plantio da safra de verão 2020/21, o alongamento dos trabalhos de semeadura e agora o atraso para o plantio da segunda safra compõem um cenário ideal para o aumento da pressão das cigarrinhas e do complexo do enfezamento do milho no Paraná.

Vetor - Segundo o gestor estadual do projeto de grãos do IDR-Paraná, Edivan Possamai, um levantamento do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural) em conjunto com a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária), identificou a presença da cigarrinha, o vetor dos enfezamentos, em todas as regiões produtoras de milho do estado, elevando as preocupações para esta safrinha.

Mitigar o impacto - Diante disso, o pesquisador do IDR-Paraná, Ivan Bordin, destaca ações que o produtor precisa realizar para prevenir e mitigar possíveis impactos nas lavouras deste complexo de doenças que pode causar perdas entre 10 e 100%.

Aplicações assertivas - Entre as ações de manejo integrado estão evitar a ponte verde com as plantas voluntárias de uma safra para a outra e a utilização de inseticidas contra a cigarrinha. Sobre este último ponto, Possamai ressalta que é importante realizar aplicações assertivas e conscientes, focadas nos pontos onde elas são realmente necessárias, e que o simples aumento no número de aplicações não é garantia de sucesso. Na última safra o Paraná registrou aumento de 6 vezes na quantidade de aplicações para a cigarrinha e, mesmo assim, a incidência das doenças aumentou.