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Soja tem média variável no extremo noroeste

02.04.2021

A produtividade da soja nos municípios de Querência do Norte e Santa Cruz de Monte Castelo, extremo noroeste do Paraná, onde a Cocamar mantém estrutura de recebimento de grãos e atendimento aos produtores, variou bastante nesta safra 2020/21, cuja colheita vai chegando ao fim.

Diferença - O engenheiro agrônomo Rubens Adriano da Silva conta que foi um ciclo “totalmente fora do padrão”, em que se observou muita diferença na média das lavouras e intenso abortamento de vagens em alguns locais. “Tivemos desde aqueles produtores que não colheram nada, devido ao abortamento de vagens, a médias expressivas de ano normal”, diz Silva.

Recebimento - A ocorrência de muita chuva ao longo de duas semanas em janeiro e a escassez de umidade na reta final do ciclo, a seguir, acabou prejudicando grande parte das lavouras, conforme explica o engenheiro agrônomo.

Limite - Por outro lado, até quarta-feira (31/3), 90% do milho de inverno já estavam semeados, sendo que o prazo estabelecido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) era até o dia 30. Após essa data limite, o plantio fica por conta e risco do produtor.

Nova fronteira - Os municípios de Querência do Norte e Santa Cruz de Monte Castelo compõem uma nova fronteira para o plantio de grãos no estado e fazem parte da área da antiga cooperativa Copagra, de Nova Londrina, cujas estruturas operacionais foram absorvidas há alguns anos pela Cocamar.

Recebimento - A previsão de recebimento de soja nesta safra na estrutura de Querência do Norte/Santa Cruz de Monte Castelo, que atende a 150 cooperados, é de 46 mil toneladas, contra 44 mil do ano anterior.