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Sorgo avança como opção entre cooperados

22.04.2021

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial está viabilizando a cultura de sorgo granífero como opção para que produtores cooperados diversifiquem e tenham mais rentabilidade em seus negócios.

Completo - A cooperativa fornece sementes, insumos, presta assistência técnica, proporciona um seguro customizado e garante o recebimento da produção, que é absorvida pela sua fábrica de rações em Maringá.

Incentivo - O gerente técnico Emerson Nunes lembra que o incentivo começou na safra passada, quando a Cocamar oportunizou condições comerciais para a implantação da cultura em sua região, oferecendo um pacote tecnológico adequado e assistência técnica para a instalação da cultura.

Características - “O sorgo apresenta algumas características interessantes para o seu cultivo, é mais tolerante à seca, apresenta maior estabilidade de produção e também uma janela maior de semeadura, até 20 de abril, além de demandar um investimento menor que a cultura do milho.”

Expansão - Na safra anterior, foram semeados cerca de 900 hectares, área que saltou para mais de 4 mil hectares em 2021, refletindo os bons resultados conseguidos pelos produtores na safra passada.

Segurança - De acordo com o gerente técnico, o fato de a Cocamar Corretora de Seguros garantir um seguro especial para quem adquire o pacote tecnológico e vai fazer a entrega da produção na Cooperativa, traz mais segurança aos agricultores.

Cultura atraente - “Outra vantagem é a garantia da compra e do recebimento do sorgo do produtor a preço de mercado, sendo o custo de produção inferior ao do milho, o que torna a cultura viável e atraente. O cooperado pode optar por deixar opções de venda ou já fixar uma parte da produção em contrato futuro”, acrescenta Nunes.

Recebimento - Nesta safra, somente as unidades de São Jorge do Ivaí II (região de Maringá) e Florestópolis (norte do estado) estarão recebendo sorgo, mas a cooperativa planeja que a cada safra sejam abertos novos pontos de recebimento, incentivando a expansão de áreas na região da Cocamar.

Vale a pena - “Plantei uma área pequena no ano passado para experimentar, gostei do resultado e estou ampliando este ano”, afirma o produtor João Wardenia, de Jaguapitã, norte do estado. Interessado em uma cultura para diversificar no inverno, período em que o milho sofre muitas limitações em sua região, devido ao solo mais arenoso, Wardenia conta que colheu a média de 42,5 sacas por hectare em 2020 (103/alqueire) e, como o custo é mais baixo que o do milho, acabou valendo a pena.

Rústico - “O potencial do sorgo é para produzir mais”, diz ele, assinalando que a cultura apresenta maior rusticidade na comparação com o cereal e tem um ciclo mais curto. “Como qualquer outra cultura, não se pode descuidar, se levar direito, no capricho, é bom negócio”, assegura o produtor.

Ciclo - Dependendo da cultivar, o ciclo do sorgo varia entre 110 e 120 dias.