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Sr. Luiz Lourenço destaca integração no arenito durante evento

11.06.2021

Em sua participação no painel “ILPF: Produzir e Preservar é Possível”, durante o Santa Brígida Open Farm, Encontro Internacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que foi realizado em formato virtual, nesta quarta (9) e quinta-feira (10), o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, fez um histórico do trabalho que vem sendo realizado há mais de duas décadas pela cooperativa para fomentar o sistema de integração nas regiões onde atua.

Participantes - Ao lado de Gustavo Lunardi, diretor da SLC Agrícola, e de Guillermo Carvajal, da Sustentabilidade da Syngenta, Lourenço discorreu sobre o assunto no painel que teve como mediador o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann.

Segundo ele, o desafio de plantar grãos no chamado arenito caiuá (noroeste do Paraná) contou com o respaldo de instituições de pesquisa, em meados da década de 1990. “Quando falávamos nisso, muita gente questionava, argumentando que culturas temporárias de grãos não eram adequadas para o solo arenoso”, comentou.

Sustentável - Hoje, são mais de 200 mil hectares com formatos integrados na região, em que se sobressaem as práticas conservacionistas que conferem sustentabilidade ao programa. “Não temos nenhum produtor que esteja indo mal”, afirmou Lourenço, assinalando que a cooperativa impõe algumas exigências para os interessados, como a adoção de tecnologias recomendadas pela cooperativa.

Faturamento - Números apresentados por Lourenço dão conta que as culturas de grãos (soja e milho) garantem atualmente um faturamento anual de R$ 11 mil em média/ano, ao passo que a pecuária mantida em pastos degradados, com baixo retorno econômico, não obtém mais que R$ 1,100 mil /ano, dez vezes menos. “Houve um esgotamento da fertilidade do solo devido ao modelo extrativista”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Cocamar.

Potencial - Ele citou que no arenito há, ainda, ao menos 1,8 milhão de hectares com potencial para serem explorados com integração. “O noroeste paranaense é a região mais pobre do estado e a integração mostra que é possível gerar riquezas com a sinergia entre agricultura e pecuária.” Para ele, um dos obstáculos ainda é a resistência dos pecuaristas detentores de terras, cenário que começa a mudar com a rentabilidade oferecida pelos grãos e também o assédio de arrendatários, que procuram terras para expandir seus cultivos.