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Geada atinge o milho e outras culturas nas regiões da Cocamar

01.07.2021

Primeiro foi a estiagem, que já teria causado uma redução de produtividade de 40% em média nas regiões da Cocamar Cooperativa Agroindustrial (norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul). Agora, a geada da noite de 30/6 que foi tida como de moderada a forte em praticamente toda essa área. Resumindo, o cultivo de milho de inverno de 2021 não está sendo fácil para os produtores cooperados.

Ainda é cedo - O engenheiro agrônomo Rafael Furlanetto, gerente técnico da cooperativa, explica que ainda não é possível avaliar a extensão de possíveis perdas no milho: “Em uma semana teremos uma informação mais precisa”, diz, mas não há dúvida que o impacto do frio deve reduzir ainda mais o tamanho da safra.

O milho é a cultura mais importante no período de inverno nas regiões da Cocamar e a geada causou perdas também nos pomares de laranja – concentrados no noroeste e no norte do Paraná – e nas lavouras de café espalhadas por municípios das duas regiões. Em Carlópolis, principal município produtor do Paraná, cafezais em período de colheita ficaram com as folhas queimadas, com bastante gelo pelo chão. O tom de cautela antes de se falar em prejuízos vale também para essas culturas, conforme observa a engenheira agrônoma Amanda Caroline Zito, coordenadora de citricultura e café da cooperativa. “A partir de amanhã os frutos congelados de laranja começam a cair. A geada foi mais forte em áreas de baixadas, atingindo também brotações”, afirma.

De acordo com Furlanetto, só o trigo teria escapado. “O trigo está em fase de perfilhamento, sendo tolerante à baixa temperatura”. A cultura fica mais vulnerável quando está em florescimento, cacheado já, mas ainda não temos lavouras nesse estágio”, acrescenta.

Em Paiçandu, município vizinho a Maringá, o milho do cooperado João Bologuese foi bastante atingido pelo gelo. Em Ivatuba, o cooperado Angelo Celestino também relata danos que teriam ocorrido nas noites de 29 e 30. Ainda não é possível cravar a intensidade das perdas. O engenheiro agrônomo Edson Matsumoto, da cooperativa de profissionais Unicampo, que presta serviço à Cocamar e outras empresas, avalia que a geada foi generalizada, congelando espigas que ainda estavam em fase de formação.

“À medida que os dias forem passando, vamos ter mais segurança para falar sobre as possíveis perdas”, comenta Furlanetto. Os profissionais das cerca de 90 estruturas operacionais da cooperativa, nos três estados, estão visitando propriedades para realizar um levantamento.

As pastagens, especialmente no noroeste do Paraná, que já vinham mal por causa da falta de chuvas, amanheceram recobertas por uma camada de gelo.